domingo, 4 de setembro de 2011

Ok, Derrotas eu as reconheço.

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Faz tanto tempo que não posto nada que me sinto enferrujado,rs.
Por tantas vezes sentei para escrever, com insights talvez bem melhores do que esse, talvez com uma ideia que renderia alguns comentários, algum vislumbre de uma ideia conceitual porém não nova (paradoxo,rs), talvez um artigo que satisfizesse minha vaidade, em fim mais não se trata disso.Nem tem forma de presunção digitada...se o começo desse artigo não te chamar a atenção então nem leia, te entendo, provavelmente não leria mais se por ventura me aventurasse a ler perceberia que por não haver aventura largaria no meio do caminho, ou bem antes do meio.

Desde minha última postagem muitas coisas ocorreram como por exemplo, euzinho empregado em um escritório, passei a ser perito em áreas do esporte que não fazia ideia que existiam, inicio de vida acadêmica, sai do trabalho do escritório, e muitos, mais muitos títulos com minha equipe de futebol feminino, que se chama Fênix F.S.F.

É incrível como mais 2 ou 3 medalhas, me fará ter ganho em 2 anos aquilo que não ganhei em 15 anos dedicados a minha carreira como Goleiro, e não foram poucos os que ganhei atuando.
Posso dizer que os troféus que conquistamos quase que abarrotam a nossa pequena sede, que deixo registrado precisa sofrer uma arrumação urgente.
Para quem já viveu a emoção de praticar algum esporte em alto rendimento sabe que um bom resultado ou uma sequencia de bons resultados que culminam em algum título ou medalha, geram em nós um sentimento e uma adrenalina indizível, e como não escondo de ninguém amo essa sensação e quero poder senti-la tantas vezes quanto forem possíveis, mesmo estando na parte de fora do campo e da quadra.
Engraçado como me caiu a fixa a alguns minutos atrás, e analisando cada um desses momentos percebo que de forma irônica, paradoxal e arrisco me a dizer contraditória, as vitórias estão ligadas às derrotas que sofremos.
Se for trazer do ano passado para cá, tivemos momentos que traduzem essa realidade, quando em uma semifinal dos Jogos Regionais de Itú 2010, acabamos perdendo no futebol de campo de 6x0, e aquela derrota nos trouxe um sentimento de frustração e sonho interrompido, que perdurou até as cobranças de penalidades da disputa do 3° e 4° lugares onde conquistamos nossa primeira medalha de bronze em um evento de tanta importância, como me esquecer dentro do mesmo campeonato, que no mesmo dia em que ganhamos a medalha de bronze no Futebol de Campo enfrentamos a mesma equipe que havíamos derrotado pela manhã, só que agora no futsal e acabamos sendo derrotados por 5x0, e a atitude do jogo pela manhã não havia se repetido, e por ironia encontramos com a mesma equipe agora nas semi-finais do futsal, e mesmo sendo muito melhores tecnicamente no futsal acabamos perdendo só de 3x1, com uma atitude de hombridade e se percebia o medo no semblante das nossas adversárias como se falassem, mais não é o mesmo time?elas estão tão diferentes, será que vamos perder?Não há como me esquecer que após aquele baque da segunda derrota,tivemos força para buscar a outra medalha de bronze, terminando os Jogos Regionais com duas medalhas de bronze, um feito marcante já que era nosso primeiro Regionais.
Mais trago um exemplo mais atual e contemporâneo, e ocorreu nos Jogos Regionais de Mogi Guaçu 2011.
Fomos com uma expectativa muito boa para esses jogos e nossa intenção era melhorar nosso resultado de duas medalhas de bronze do ano anterior.
Começamos muito bem na parte dos resultados uma vitória por 7x1 contra a cidade de Cordeirópolis e outra vitória por 12x1 sobre a cidade de Santa Cruz das Palmeiras, mais havia algo errado, e isso era notório faltava atitude.
Nosso 3° jogo era quase que para cumprir tabela pois um empate bastava para terminarmos aquela primeira fase em 1° lugar em nosso grupo e faltando três minutos para acabar o jogo o placar era de 3x1 a nosso favor contra a equipe do Município de Casa Branca.
Final de jogo derrota por 4x3, perdemos o primeiro lugar do grupo e ganhamos uma vergonha tremenda, entrei no alojamento e fui direto para o meu quarto, com vergonha de falar o placar se alguém perguntasse.
Mas mais uma vez a derrota nos ensinou valores importantes, e após a conversa da noite sentimos algo mudando dentro delas, fizemos então um jogo de oitavas de final tecnicamente aquém das nossas possibilidades mais acabamos vencendo aquele jogo, e a partir dai a Fênix ressurgiu das cinzas ou da derrota e de forma contundente e cheios de atitude acabamos conquistando o título dos Jogos Regionais Mogi Guaçu 2011, ganhando de uma equipe na final de gigantes.
O que mais me impressionou após a derrota foi como uma equipe de apática passou para uma equipe de Leoas em quadra, via-se o medo das adversárias, sem querer espiritualizar e guardado as devidas proporções, como se fosse Israel atropelando os Filisteus, enquanto o pavor tomava conta deles.

Trazendo essa realidade para a minha vida, reconheço que já passei por momentos de pavor, de tristeza sem par, de me sentir sozinho no meio de uma tempestade de areia, com nada a minha direita, nada a minha esquerda, com nada em lugar nenhum, e nesses episódios la estava eu, no meu lugar devido, lugar de impotência e fragilidade, e reconheço que muito do que sofri foi causado pelas minhas próprias atitudes cretinas e impensadas.
Mais agora percebo como tais momentos me colocaram no meu lugar, me fizeram refletir, me fizeram desejar mudar de curso, mesmo não vendo nada a direita e nada para a esquerda.
As derrotas fizeram marcas de rachaduras nesse vaso tão frágil e fraco que reconheço que o Amor do Pai, sua Misericórdia e Graça, me impediram de ficar em pedaços, esquecidos na areia sem fim da vida.
Antes o que poderia ser um vaso pomposo, hoje possui várias rachaduras, só que cada uma delas tem uma história para contar, e não quero que elas sumam de mim, e olhando para mim, vejo como ainda o vaso esta bonito e isso significa que vou sofrer mais inúmeras derrotas em minha vida, mais que cada uma delas por mais dolorosa que seja, possa produzir um filho mais parecido com o Pai.
Paradoxal saber que uma pessoa como eu que não sabe perder, tem suas vitórias acompanhadas pela derrota. Tal paradoxo nunca fez tanto sentido para mim.
Que a cada dia essas derrotas quebrem dentro de mim a utopia do evangelho de purpurina, e gere a 'utopia' real em forma de paradoxo, que possibilita ver um Pai que nuca vi mais conheço, um Filho que não fui testemunha ocular mais sei que mudou minha vida, uma cidade que é até piada, mais ao mesmo tempo é tão real no meu imaginário e um cordeiro deitado com um leão.

Grande Abraço

Ale

sábado, 30 de outubro de 2010

A Espiritualidade nas pedras

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Este mês estive por uma semana em Santa Catarina.......e antes de ir, confesso que relutei um pouco por não saber se conseguiria produzir tudo o que gostaria na semana que ficaria ausente, talvez, mais por senso de controle das coisas do que para produzir propriamente dito.
Após meus tios me convidarem durante 3 longos anos decidi ir.

Nem preciso dizer que levei 2 bons livros para não ficar no ócio aqueles dias, caso os dias partissem para uma monotonia massante.
Logo no primeiro dia saí com meu primo para conversarmos e darmos um pouquinho de risada. Na praia onde ficamos haviam pedras que rodeavam a ponta da costa, naquele momento me pareceu chamativo dar uns saltos de uma pedra para outra até chegar a pedra da baleia, mas, como havia acabado de me livrar das muletas, só meu primo se arriscou a pular de uma predra para outra, meu tornozelo ainda estava doendo.
Enquanto meu primo pulava, reparei que havia uma senhora encostada em uma pedra conversando com duas adolescentes, de forma natural, acabei puxando assunto com elas, coisas do tipo: nome, idade, onde moravam e etc...No meio da conversa começamos a falar de assuntos diversos e descobri que de certa forma partilhavamos da mesma fé, ora, tudo poderia ter partido em uma direção oposta ao que chamaria de: compromisso de novo nascimento, vulgarmente conhecido como ações tendenciosas, mais não foi por esse lado.
Logo que meu primo chegou de sua expedição,hahua, conversamos mais um pouco e marcamos de nos encontrar de noite.
Vou encurtar um pouco os acontecimentos antes que passe os 3 próximos dias escrevendo, e vocês parem de ler aqui,rs.
Estivemos por três dias nos vendo diariamente, e durante esses dias pudemos conversar sobre coisas diversas: Deus, Seu Filho, religiosidade, amizade, estudos, espiritualidade, familia, sexualidade, falamos sobre a natureza e a criação, presenciamos um por-do-sol dos mais bonitos e transcendentes possíveis, saboreamos boas refeições e tivemos ações de graça por tudo, vimos bons filmes, tiramos boas sonecas e posso dizer que ganhei duas irmãs e amigas que até então não conhecia....
Me lembro como num passado não tão distante, como deixei de me relacionar muitas vezes e como muitas vezes deixei da viver a vida e me alegrar com o que chamam de cotidiano, pois a única coisa que importava era a 'espiritualidade' de cultos dentro das pirâmides eclesiásticas que ditavam a forma com que vivia a minha vida, (salvo que era meio 'rebelde' e não aceitava tudo,rs[tinha a minha pegada]).
Hoje entendo que minha vida, meu cotidiano, minhas experências, pessoas que conheço, lugares que vou, treinos que dou, encontros com amigos para um café ou para tomar açai, etc... acabam definindo meu culto, traduzindo; minha vida se reflete em um culto, não mais comum e tradicional, mas sim , um culto que chamo de espiritualidade, não tem hora para começar e nem para terminar, não há liturgia pré-concebida, que acontece quando acordo durante meu dia até eu ir dormir, que não para enquanto durmo, e que realmente pode-se dizer que é a vida vivida inspirada com a ótica da Vida.
Posso dizer que aqueles três dias mais pareceram (sem exagero) três anos ou três décadas, como todos os envolvidos puderam e podem confirmar.
Não me arrependo de ter aberto mão de microfones e palanques, de festas ocas e conferências que focam aquilo que o homem quer ouvir, tão pouco me arrependo de ter aberto mão de todo o investimento que intituições com essências corrompidas ou suspeitas fizeram em mim, prefiro ser o Ale, eu mesmo vivendo pela Vida e desfrutando da alegria de viver e me relacionar com meus irmãos e próximos, prefiro relacionar-me com o Pai ao invés de tentar chamar Sua atenção para meus pedidos egoistas quando me coloco de joelhos na 'casa de deus', prefiro jogar a real com Ele(já que nao há o que esconder) do que colocar uma máscara de crente ovelinha e me achar o esiritual da parada, quando na verdade sou carente como todos os homens.
Enfim, prefiro viver uma espiritualidade que se faz de encontros em pedras, verdadeiros dias memoráveis, do que encontros suerficiais que dão a PAZ DO SENHOR na entrada e na saída.
Estar com pessoas como a fer e a gabi, o gabri e o dazico, estar com o tropical ou o ronny, com o junior e a karina, e poder desfrutar da vida de forma simples e profunda a partir da ótica do reino, faz toda a diferença.
Que esses momentos que começam em pedras possam ser levados para sempre, sejam mais reais do que nunca, e que nesse caminhar com nossas experiências, possamos cada vez mais parecer com Ele, JESUS, mesmo que na maioria dos dias pareça distante de acontecer.

Um abraço...
Seu irmão e próximo
Ale

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A vida é real, e a Vida também é.

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Hoje grande parte dos brasileiros presenciaram a derrota da seleção brasileira na copa da Africa do Sul para a Holanda de virada pelo placar de 2x1 a favor da laranja.
Como ex jogador, brasileiro e alguém que gosta de ver um bom futebol foi um banho de água fria, já que nesses momentos as emoções de milhões estão a flor da pele(não só de brasileiros claro), inclusive a minha; mas após essa nostalgia do hexa (que por parte da imprensa não estava tão grande), todos os que acreditavam no hexa terão que encarar como é normal, as circunstâncias da vida e tudo o que implica viver nessa terra.
Muito comum nessas horas é ouvirmos expressões do tipo: " é, de volta a vida real "; " isso é só um jogo, para que sofrer se eles estão ricos, afinal é só futebol "; " a mamata das dispenças dos trabalhos acabou agora é de segunda a segunda de novo ".
Quando escutamos expressões como essas muitas vezes concordamos em alto e bom tom e outros somente dizem sim fazendo um sinal com sua cabeça para cima e para baixo, mas para o meu entendimento ha algo de errado com esse tipo de expressão, pois ela sugere que antes da derrota vivíamos uma emoção ilusória, como se toda a nossa dinâmica de vida fizesse parte de um plano e a copa fosse parte de outro que quer o Brasil vencesse o não, em determinado momento teríamos que nos conformar com a vida real.
O fato é que a vida realmente é real, bem como torcer para a nossa seleção de futebol ou para outra preferência qualquer dentro do esporte, ser eliminado ou não, torcer ou não torcer, chorar ou não, se emocionar ou não estar nem ai, não vai nos colocar ou tirar da nossa vida real, já que ela é sempre real e acontece e não esta limitada ao esporte ou ao sofrimento e alegria que causam(pois apesar de tristes nós brasileiro os holandeses estão felizes).
A realidade é que tudo isso é realidade da vida comum do ser humano, nem o esporte por si só nos leva a encarar melhor a vida e nem pior, pelo menos não deveria ser assim, ele(esporte) como balança da nossa vida.
Temos o direito de chorar e o direito de não estar nem ai, mais realmente devemos continuar vivendo.
E aqui vai uma ressalva para aqueles 'supostos espirituais' que dizem orar para que o Brasil perca a copa do mundo, e que daqui a alguns dias vão estar reinvindicando a autoria dessa derrota brasileira através de suas orações e 'suposta proximidade' do Pai no ' suposto ' lugar secreto.
Ora é claro que não é idolatria torcer ou deixa de ser idolatria ser indiferente, é a vida, a alegria de uns é a tristeza de outros, faz parte. Não devemos esquecer que o apóstolo Paulo escrevendo aos corintos usou o esporte para exemplificar a nossa corrida espiritual 1 coríntios 9:23-25.
Ora essa vida (bios) é real, bem como uma outra Vida(zoe) que esta em nós e também é real.
E essa Vida sim nos move a transformar o caos em ordem, nos move a orarmos para que haja tranformação, nos impele a nos importarmos e desejarmos amar ao doador dessa Vida bem como a vida daqueles que podem assim como nós participarem da Vida, pois entendemos que a vida não acaba aqui, pois somos eternos, e sabemos que somos livres para torcer, e livres também éramos quando decidimos correr, isso mesmo, correr a carreira que nos foi proposta, para que a Vida que há em nós seja agente de melhora de pessoas e espaços.
Não devemos ser religiosos ou mesmo idólatras, vivemos aqui nesse mundo real com uma vida real e com uma outra Vida que também é real, viver a Vida zoe de Deus não quer dizer se abster dessa no sentido de não viver mais o que é comum a grande parte das pessoas, devemos sim nos abster da carnalidade e de tudo no mundo que fere a nossa profissão de fé, bem como tudo aquilo que nos afasta do Pai, podemos sim viver essa vida como se a tivéssemos perdido, mais isso esta mais ligado a morrer para si mesmo no carater, do que a se isolar, e torcer contra uma seleção ou outra.
Quero viver e Viver, e que minha vida e sua vida nessa terra possam refletir e emanar a Vida Dele por onde passarmos, pois somos peregrinos de outra terra mais vivendo nessa, por um curto período de tempo, talvéz, que realmente possamos assim como Jesus disse em João 17:15, sermos não tirados do mundo(pois temos que viver e enfrentar a vida) mais que possamos ser libertos de todo o mal(para vivermos cada vez mais intensamente a Vida de Deus em nós).
A vida é real(bios) e a Vida(zoe) também é, por isso sigamos para o alvo, vamos viver e Viver.

Um Abraço de seu irmão e próximo Ale.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Essa revolução é irreversivel

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Com esse artigo, quero encerrar uma etapa de três publicações que postei contra a instituição igreja moderna ou coisa como chamei nos outros 2 artigos, o primeiro de meu amigo Tropical e o segundo meu.
Como os dois primeiros foram ataques mórnos contra a o sistema opressivo vigente,esse outro mostrará um vislumbre de algo que tem acontecido nos Estados Unidos e em escala menor aqui e em outras partes do mundo!!!!
Esse artigo serve para evidenciar uma tendência irreversível de colapso da igreja moderna, e o surgimento de movimentos baseados em vidas que desejam uma intimidade e uma espiritualidade muito mais verdadeira do que a que se vê hoje!!!!
As partes do livro que colocarei fazem parte de uma proposta feita pelo autor de mostrar a tendência para os proximos anos!
Ele se chama George Barna e a mais de 2 decadas possui um centro de pesquisas empresariais e eclesiásticas, cujas projeções ultrapassam a casa dos 90% de acerto, e sua proposta a principio era trabalhar junto com a instituição para ajudar em seu crescimento, pois identificava os prós e contras dos métodos, estratégias, e desenvolvimentos de trabalhos, para que esses fosem eficiêntes no seu alcance do propósito das igrejas-institucionais para a implantação do reino.
E nesse interim descobriu uma nova realidade que mudará a igreja norte-americana, bem como trará impacto para a sociedade de modo geral!!!!!
As constatações são ja uma realidade e não um moverzinho passageiro, para desespero dos marajás gospel espalhados pelo mundo!!!!!
Não comentarei as partes do livro, darei as referências e fontes de como encontrar essa obra, que essa breve postagem te ajude a ter um vislumbre de algo real que esta transformando a realidade da igreja e jaja que vai transformar a sociedade norte-americana e assim possa te ajudar a entrar e fazer parte do que Barna chama de REVOLUÇÃO.


"Repito,um item do fenômeno do mini-movimento é o fato de milhares de pessoas que estão crescendo como cristãs e são dedicadas a sua fé passarem a reconhecer que a igreja local não é--e não precisa ser--o epicentro de sua aventura espiritual.Essa é uma descoberta espantosa para muitos, por contrariar o ensino que receberam algumas vezes desde a infância.
Grande número, informa, porém, que tem sido um conceito libertador.Este os capacitou a amadurecer de maneiras únicas que não teriam ocorrido se tivessem ignorado a possibilidade de Deus poder encontra-los em outros lugares e de outras maneiras. Não se engane, no entanto, a esse respeito: Deus continua ativo na vida dos que se dedicam inteiramente a Ele e o buscam--sem levar em conta a porta pela qual entram em sua jornada para assemelhar-se a Cristo (1).................. É praticamente impossível agora desenhar um padrão espiritual "típico", especialmente entre pessoas com menos de quarenta anos.
Um número crescente de jovens, adultos, adolescentes e até pré-adolescentes estão juntando elementos espirituais que julgam valiósos, construindo milhões de modelos de igrejas personalizados.A proliferação de novos elementos disponíveis através da internet, televisão, rádio, redes sociais diversas, cooperaticas comunitárias e ambientes artísticos, está assegurando que os futuros modelos de "igrejas"(com letra minúscula que significa instituição e se aparecer maiúscula refere-se a igreja corpo de Cristo)sejam quase impossíveis de categorizar ou comercializar(2)...................As igrejas existentes precisam tomar uma decisão histórica: ignorar a Revolução e continuar vivendo como de costume, investir energia na luta contra a revolução como um avanço não-bíblico, ou procurar meios de reter sua identidade enquanto colabora com a revolução como um símbolo de unidade e ministério genuínos.Minha pesquisa sugere que esta última abordagem será a menos comum.
Para aquelas congregações cujos líderes decidirem ignorar ou lutar contra a Revolução as consequências são previsíveis. Uma porcentagem deles será gravemente prejudicadas pelo êxodo de indivíduos---embora possam ser apenas algumas pessoas deixando uma já pequena congregação. Outras igrejas continuarão como se nada d enovo tivesse acontecendo no mundo da fé. Todavia, cada igreja, sem levar em conta sua resposta pública a Revolução, sentirá pressão interna e externa cada vez maior no sentido de encarar o ministério com mais seriedade e fixar-se na visão de Deus para a existência da congregação.
Haverá uma redução do numero de igrejas nos USA, como presentemente configuradas (isto é, ministérios formados para a congregação). A frequência aos serviços da Igreja diminuirá, a medida que os cristãos dedicarem seu tempo seu tempo a um leque maior de eventos espirituais. As doações para as igrejas serão reduzidas porque milhares de crentes investirão seu dinheiro em outros empreendimentos ministeriais. A influência política e cultural ja limitadas das igrejas irá diminuir ainda mias, ao mesmo tempo em que cristãos vão exercer maior influência mediante a mecanismos distintos. Um numero menos de programas da igreja será mantido em comparação com mais experiências comunais entre os cristãos.
Menos clérigos profissionais receberão de suas igrejas salário com o qual possam sustentar-se. Haverá cortes nas denominações e executivos serão liberados de seus deveres, a medida que sua diretorias tentam compreender e impedir a hemorragia.
Para alguns, isto parecerá a GRANDE QUEDA DE IGREJA.
Para os revolucionários, será o GRANDE DESPERTAMENTO DA IGREJA. Novos cenários não significam desordem e dissipação . Nesse cas,eles representam um novo dia em que a Igreja poderá ser realmente Igreja----diferente daquela que conhecemos hoje; porém, mais responsável e espelhando-se mais em Deus(3)......................................................................., note que Jesus e seus discípulos oferecem poucas normas e ordens relativas a tais reuniões. O mesmo Deus que é tão específico sobre as coisas que o interessam e que são importantes para nós proveu poucos detalhes sobre a logística das assembléias cristãs. Esse silêncio sugere que temos liberdade para desenvolver os meios pelos quais agimos como um corpo unido de discípulos, contanto que desempenhemos as funções dos escolhidos de Deus de maneira a obedecer as suas diretrizes gerais de comportamento, assim como com relação ao funcionamento do corpo de crentes(4)................................Todo revolucionário que entrevistei descreveu uma rede de cristãos com quem se relaciona regularmente e uma lista de atividades espirituais nas quais se acha envolvido em base regular.
Esse plano de relacionamentos e ministério é o equivalente revolucionário da vida tradicional de congregação----mais em um plano melhor. Esses crentes .......são exuberantes em sua vida e fé.Comparado com o cristão "médio" que encontro em nossas pesquisas nacionais, calculo que o revolucinário "médio" é substancialmente mais guiado pelo Espírito, enfocado na fé, biblicamente letrado, e biblicamente obediente, do que seus companheiros tradicionais que pertencem a uma congregação."(5) George Barna - Revolução.



Um abraço de seu amigo e próximo Ale

Referências:(1)livro revolução pg 70, (2) pg 74, (3) pg 117,118, (4) pg 125, (5) pg 126.

Livro Revolução,
Autor Geroge Barna
Editora Abba Press
www.abbapress.com.br

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Além de um saco, a coisa é extremamente injusta.

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Depois de um artigo curto e certeiro sobre a uma das bases da igreja institucional(ou a coisa) postado pelo tropical, me proponho a agregar com algumas experiências e pensamentos sobre o assunto!

De fato a "coisa" (instituição) fala e se move sozinha independente dos individuos, a verdade é que ela é tratada e defendida como se fosse a ekklesia viva que Jesus deixou, e seu estatudo é defendido como se fosse o evangelho do reino de Deus, e que na verdade não tem nada a ve, nada mesmo!
No meu caso quando uma 'autoridade' da coisa se dispos a me confrontar sobre meu posicionamento com respeito a temas considerados chaves para mim e no que me parece para a 'coisa'-x também, os questionamentos permeavam o estatudo e a profissão de fé da coisa, e uma das 6 perguntas foi justamente sobre o quanto estava envolvido com a visão da coisa-x, como se a coisa fosse uma pessoa e tivesse ela e por ela mesma definido a sua linha de pensamento ,credo,etc..
Claro que a principio fiquei chateado e não esperava aquele inquerito naquele momento, mais quando parei para pensar começei a dar risada, porque realmente foi o fim da picada, me colocaram numa situação de hérege e na verdade as evidências provaram ao contrário; só que havia mais um agravante, a mesma pessoa que me confrontou estava junto com o 'presidente' da coisa-x em processo de transição do nome da placa-x(coisa-x), logo o questinamento que recebi acerca do quanto estava envolvido com a coisa-x foi tirado de letra e a resposta foi: a mesma que vocês que vão mudar de placa,hauhuuha.
Um segundo caso diz respeito a um grupo de amigas, que frequentavam uma coisa-x e que atuavam atravéz da expressão artistica da dança para com seu talento tranformar a realidade de pessoas!
Como as conheço sei o quanto são comprometidas com Deus e seu reino, mais foram realmente deixadas de lado, em detrimento de uma lider que vamos dizer fazia parte da familha real dessa coisa-x, detalhe em nenhum momento a coisa-x se preocupou ou se mostrou interessada em saber oque seria melhor para o reino e que geraria um impacto maior na sociedade em termos gerais.
O ambiente familiar foi mantido como verdadeira oligarquia, e aquelas que tinham uma proposta e estavam, dispostas a pagarem o preço pelo reino foram simplesmente esquecidas e tantas vezes desistimuladas, a final oque vale mesmo nesse caso é a liderança egocêntrica doque corações dispostos!!!
Elas foram feridas pela coisa e hoje batalham para a realização de sua proposta fora das paredes da igreja-coisa levando atravéz da dança esperança aos que não tem.
E um último caso, foi de um amigo meu que também tinha uma proposta concreta de trabalho com os jovens e não recebeu respaudo da coisa-x para executa-lo preferindo o sistema focado nos cultos semanais para jovens.

Nesses casos e em outros tantos, de dor, feridas, falta de sabedoria, todas elas causadas pela coisa vemos alguns pontos comuns:
-Existem lideres absolutos, que mandam e desmandam( quando esses não estão parece que a coisa não flui, resultado de uma dependência de homens).
-Normalmente o estatuto da coisa-x é opressivo e se não cumprido ele ataca o individuo dizendo que ele é um hérege.
-A coisa bloqueia o funcionamento de cada membro com seu talento e vocação(basta ler o novo testamento e comparar com sua coisa local).
-Para a coisa e seus lideres os fins justificam os meios,desde que as metas financeiras e inflacionárias do espaço fisico do prédio sejam correspondidas,para eles tudo bem e etc...
Poderia sitar inumeros outros casos e falhas pelas quais passei e outros irmãos passaram também, mais prefiro dizer que nossso Pai continua inspirando e levando filhos a não se conformarem com essa situação, os resultados que tenho observado revelam um crescimento e maturidade espiritual muito mais latente e vivido por parte dos que tem optado por viver fora dos grandes muros eclesiásticos do que aqueles que estão dentro dele.
Além doque para fora dos muros encontramos o verdadeiro sentido da ekklesia, e nessa intenção como filhos, buscamos viver de acordo com as verdades e principios que nosso Senhor Jesus cristo nos deixou, sem deixarmos de dos reunir em assembléia e de nos edificarmos mutuamente!
Dentro da coisa conheci irmãos que são verdadeiras inspirações para mim, e um verdadeiro sentimento averso ao sistema eclesiastico vigente!
Com esse artigo meus irmãos gostaria que vocês refletissem sobre a posição que a coisa-x(seja la qual for o nome dela)ocupa em sua vida, e se esse padrão de coisa tem te dado os subsídios para o cumprimento de seu chamado e ativação de seus dons e talentos ou só tem te oprimido, ignorado, machucado e excluido.
Muitas vezes o importante não é a forma, desde que o sentimento por tras seja certo, mais chegamos onde chegamos, e essa forma de coisa-x(seja ela penteca, neo-pentecostal, tradicional, reformadas,etc...) mostrou-se ineficiente para os nossos dias e para corações que amam o Senhor e que desejam dedicar suas vidas a Ele de forma livre e não opressiva!!!
Viva ao Cabeça da verdadeira ekklesia, que nos desperta a uma posição como filhos em Seu reino!E a um reusltado de uma espiritualidade vibrante e uma fé ativa como nunca, que nos tira do lugar de tapas buraco institucional e nos coloca mediante aos dons,talentos e vocações no lugar certo, para melhor servi-Lo e para expressar a transformação verdadeira de umpovo que nasceu de novo!

Com Amor, seu irmão e próximo
Ale

segunda-feira, 31 de maio de 2010

'A coisa que pensa' por Tropical

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Fala ai galera,

Estou postando um artigo de um amigo meu - Tropical - depois irei desenvolver algo em cima da coisa, através de fatos, experiências pessoais e de outros irmãos!!!! Entre aspas, está na integra o artigo!!!!

Abração, Alê

"A Coisa que pensa

Interessante a resposta de algumas pessoas, que questionadas a respeito de uma idéia, opinião ou pensamento, quando estão debaixo de uma instituição X. Para facilitar, daqui pra frente chamarei a instituição X de "Coisa".

Alguns defenderiam a idéia de que à partir do momento em que alguém está dentro de alguma Coisa, seria natural que as idéias pessoais e particulares sejam as mesmas do estatuto/doutrina da Coisa. Logo se questionados poderiam responder: "A Coisa pensa assim."

Duvido que alguém, depois de conhecer todos os pontos de doutrina ou do estatuto de uma Coisa qualquer, concordará com 100% das regras. Outra coisa é que se a Coisa toma o lugar do homem - no que diz respeito a opiniões, ao ponto de restringir pensamentos e idéias - essa coisa passa também a ser mais importante que o próprio homem. A Coisa ganha força e o homem se torna seu prisioneiro.

O homem que é um ser pensador e a Coisa não deve pensar, pois não tem cérebro nem vida. Mas neste mundo moderno aconteceu uma grotesca deformidade: a Coisa voltou a pensar por que o homem perdeu a cabeça. Então o pensativo se tornou em coisa, mas a Coisa que era apenas uma estrutura virou pensadora. Ela tomou o lugar do pensador para anular a razão e proibir o pensamento. Hoje ela grita: "Morte ao pensador/homem!"

Digo, morram as Coisas e vivam os homens. Votem os pensadores para usar estruturas para que pessoas sejam valorizadas.

Boas ondas.

Tropical"

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O engano ocidental - Parte 1

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Esse artigo será feito em 2 partes, a primeira por mim e a segunda pela nossa irmã Eliane Alves (Lica) no blog dela, www.blogdalicca.blogspot.com, a segunda parte poderá ter outro nome mas dirá a respeito do mesmo assunto, será desenvolvido em cima da idéia de largar tudo.

Pensei em traçar como pano de fundo alguns homens e mulheres do Antigo Testamento, mas prefiro ir além no tema largar tudo e após isso terminar com Jesus.

Durante esses anos de evangelho do reino, tenho ouvido muito sobre abrir mão de tudo em função de Cristo, mas analisando bem essa expressão para o contexto ocidental vejo algumas discrepâncias que levam a uma reflexão sobre algumas perguntas como por exemplo: será que o nosso largar tudo tem sido o mesmo que o largar tudo dos apostólos? Será que a nossa cultura ocidental nos permite ter um prisma correto sobre largar tudo? E talvez a pior pergunta é se aqueles que nos ensinam e passam um padrão de vida junto com essa retórica realmente abriram mão de tudo ou só são um arquétipo furado de 'líderes' que usam essa expressão para chegarem a um fim pessoal e financeiro?
Talvez a resposta dessa pergunta revele com qual intensidade e verdade a igreja moderna ocidental tem 'largado tudo'. (Já que são influenciadas pelos mesmos).
Se você se sentir desafiado, pare um pouco de ler esse artigo e deixe claro para você em sua mente e coração o que é na sua ótica largar tudo.
Há mais ou menos um ano atrás li uma revista que comemorava os 50 anos da Missão Portas Abertas (Open Doors International).
Logo na apresentação da revista li algo que me chamou muita atenção, tratava-se de uma reportagem a respeito do irmão André, fundador dessa missão. Esse artigo discorria a respeito de uma experiência que o irmão André teve em uma universidade da Al Qaeda.
Quando o convidaram para falar àqueles muçulmanos ele pensou no que dizer e decidiu falar sobre a mensagem da cruz.
A máxima desse artigo dizia: "vocês só irão entender o peso e a dimensão do sacrifício de Jesus e da cruz quando os cristãos decidirem negar-se a si mesmos e tomarem a sua cruz" fazendo uma alusão as palavras de Jesus(1).
O fato é que se analisarmos o que representava para Jesus e os apostólos largarem tudo, seremos confrontados de forma poderosa com o que chamamos de largar tudo, onde para termos honra e sermos de Deus devemos ter um título e estar 'ministrando' no púlpito, precisamos trocar de carro todos os anos e adquirirmos bens sem fim, precisamos colocar a nossa roupa de crente e a máscara também para comparecer aos cultos dominicais matinais e noturnos, precisamos ter uma posição social boa e uma formação acadêmica irrefutável, o que me leva a pensar que Jesus e os apostólos eram um bando de desgraçados, endemoniados, e sem honra, já que um apesar de ser dono e rei de tudo não tinha onde recostar a cabeça, outro era chicoteado e maltratado e quando não queria ser peso para os irmãos tornava-se um mero fabricante de tendas, outro foi crucificado de cabeça para baixo, outro ainda morreu preso em uma ilha (que vergonha).
Hoje a igreja moderna ocidental tem 'sabido' o que significam as palavras prosperidade, dupla honra, vida financeira, o melhor dessa terra. E o pior, não pensam nisso tudo para distribuir e fazer a mordomia entre seus irmãos de fé e entre os aflitos desse mundo, pensam só em si e em sua dupla honra, em seus celeiros abastados e no transbordar de vinho dos seus lagares, e eu afirmo que isso é um belo padrão a não ser seguido, uma falácia, um conto da caroxinha que não revela o abrir mão de tudo!!!
Não quero fazer apologia ao fatalismo, mas desejo confrontar essa geração em suas práticas, para que a essência volte e a partir daí possamos expandir o reino como filhos verdadeiros que entendem o que significa abrir mão de tudo!!!
Talvez se entendermos as palavras de C.S. Lewis poderíamos entender a atitude de Cristo, e assim seguir o exemplo do próprio Cristo, bem como o dos apostólos, a abrirmos mão de tudo:
"E tudo se tornará ainda mais claro se pensarmos em como Nosso Senhor(Jesus Cristo) considera Sua condição de Filho, submetendo Sua vontade inteiramente à vontade paterna, nem mesmo se permitindo chamar de "bom" --porque bom é a designação (somente) do Pai -- "..........."..., todo o Seu amor é, por assim dizer, infinitamente abnegado, pela própria definição. Esse amor tudo tem para dar e nada para receber"(2).
A verdade é que o ocidente está longe da verdade de largar tudo, largar tudo significa abrir mão, deixar mesquinharias e vaidades, largar tudo nos impulsiona a não olhar somente para o nosso eu existencial e nos faz olhar para o Pai, e olhando para o Pai entenderemos o que é olhar e se importar com o próximo. Em suma, estamos longe e devemos voltar, se é que algum dia a maioria esteve perto, a 'igreja moderna' precisa nascer da água e do Espiríto(3), para entender e vivenciar de verdade o evangelho do reino de Deus. E nessa fé quero mais Dele e menos de mim, para que o viver seja Cristo e o morrer lucro.
Termino com as palavras de meu Irmão, Senhor e Salvador Jesus Cristo: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de Cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai"(4).

Abração de seu irmão e próximo,
Ale

Referências:
(1)Marcos 8:34-38; Mateus 10:38,39; Lucas 9:23-26,
(2)O problema do sofrimento de C.S.Lewis, capítulo três, páginas 54, parágrafo 1 e 60, parágrafo 1 respectivamente,
(3)João 3:1-10,
(4)Filipenses 2:3-11