Fala ai galera,
Estou postando um artigo de um amigo meu - Tropical - depois irei desenvolver algo em cima da coisa, através de fatos, experiências pessoais e de outros irmãos!!!! Entre aspas, está na integra o artigo!!!!
Abração, Alê
"A Coisa que pensa
Interessante a resposta de algumas pessoas, que questionadas a respeito de uma idéia, opinião ou pensamento, quando estão debaixo de uma instituição X. Para facilitar, daqui pra frente chamarei a instituição X de "Coisa".
Alguns defenderiam a idéia de que à partir do momento em que alguém está dentro de alguma Coisa, seria natural que as idéias pessoais e particulares sejam as mesmas do estatuto/doutrina da Coisa. Logo se questionados poderiam responder: "A Coisa pensa assim."
Duvido que alguém, depois de conhecer todos os pontos de doutrina ou do estatuto de uma Coisa qualquer, concordará com 100% das regras. Outra coisa é que se a Coisa toma o lugar do homem - no que diz respeito a opiniões, ao ponto de restringir pensamentos e idéias - essa coisa passa também a ser mais importante que o próprio homem. A Coisa ganha força e o homem se torna seu prisioneiro.
O homem que é um ser pensador e a Coisa não deve pensar, pois não tem cérebro nem vida. Mas neste mundo moderno aconteceu uma grotesca deformidade: a Coisa voltou a pensar por que o homem perdeu a cabeça. Então o pensativo se tornou em coisa, mas a Coisa que era apenas uma estrutura virou pensadora. Ela tomou o lugar do pensador para anular a razão e proibir o pensamento. Hoje ela grita: "Morte ao pensador/homem!"
Digo, morram as Coisas e vivam os homens. Votem os pensadores para usar estruturas para que pessoas sejam valorizadas.
Boas ondas.
Tropical"
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
O engano ocidental - Parte 1
3
Esse artigo será feito em 2 partes, a primeira por mim e a segunda pela nossa irmã Eliane Alves (Lica) no blog dela, www.blogdalicca.blogspot.com, a segunda parte poderá ter outro nome mas dirá a respeito do mesmo assunto, será desenvolvido em cima da idéia de largar tudo.
Pensei em traçar como pano de fundo alguns homens e mulheres do Antigo Testamento, mas prefiro ir além no tema largar tudo e após isso terminar com Jesus.
Durante esses anos de evangelho do reino, tenho ouvido muito sobre abrir mão de tudo em função de Cristo, mas analisando bem essa expressão para o contexto ocidental vejo algumas discrepâncias que levam a uma reflexão sobre algumas perguntas como por exemplo: será que o nosso largar tudo tem sido o mesmo que o largar tudo dos apostólos? Será que a nossa cultura ocidental nos permite ter um prisma correto sobre largar tudo? E talvez a pior pergunta é se aqueles que nos ensinam e passam um padrão de vida junto com essa retórica realmente abriram mão de tudo ou só são um arquétipo furado de 'líderes' que usam essa expressão para chegarem a um fim pessoal e financeiro?
Talvez a resposta dessa pergunta revele com qual intensidade e verdade a igreja moderna ocidental tem 'largado tudo'. (Já que são influenciadas pelos mesmos).
Se você se sentir desafiado, pare um pouco de ler esse artigo e deixe claro para você em sua mente e coração o que é na sua ótica largar tudo.
Há mais ou menos um ano atrás li uma revista que comemorava os 50 anos da Missão Portas Abertas (Open Doors International).
Logo na apresentação da revista li algo que me chamou muita atenção, tratava-se de uma reportagem a respeito do irmão André, fundador dessa missão. Esse artigo discorria a respeito de uma experiência que o irmão André teve em uma universidade da Al Qaeda.
Quando o convidaram para falar àqueles muçulmanos ele pensou no que dizer e decidiu falar sobre a mensagem da cruz.
A máxima desse artigo dizia: "vocês só irão entender o peso e a dimensão do sacrifício de Jesus e da cruz quando os cristãos decidirem negar-se a si mesmos e tomarem a sua cruz" fazendo uma alusão as palavras de Jesus(1).
O fato é que se analisarmos o que representava para Jesus e os apostólos largarem tudo, seremos confrontados de forma poderosa com o que chamamos de largar tudo, onde para termos honra e sermos de Deus devemos ter um título e estar 'ministrando' no púlpito, precisamos trocar de carro todos os anos e adquirirmos bens sem fim, precisamos colocar a nossa roupa de crente e a máscara também para comparecer aos cultos dominicais matinais e noturnos, precisamos ter uma posição social boa e uma formação acadêmica irrefutável, o que me leva a pensar que Jesus e os apostólos eram um bando de desgraçados, endemoniados, e sem honra, já que um apesar de ser dono e rei de tudo não tinha onde recostar a cabeça, outro era chicoteado e maltratado e quando não queria ser peso para os irmãos tornava-se um mero fabricante de tendas, outro foi crucificado de cabeça para baixo, outro ainda morreu preso em uma ilha (que vergonha).
Hoje a igreja moderna ocidental tem 'sabido' o que significam as palavras prosperidade, dupla honra, vida financeira, o melhor dessa terra. E o pior, não pensam nisso tudo para distribuir e fazer a mordomia entre seus irmãos de fé e entre os aflitos desse mundo, pensam só em si e em sua dupla honra, em seus celeiros abastados e no transbordar de vinho dos seus lagares, e eu afirmo que isso é um belo padrão a não ser seguido, uma falácia, um conto da caroxinha que não revela o abrir mão de tudo!!!
Não quero fazer apologia ao fatalismo, mas desejo confrontar essa geração em suas práticas, para que a essência volte e a partir daí possamos expandir o reino como filhos verdadeiros que entendem o que significa abrir mão de tudo!!!
Talvez se entendermos as palavras de C.S. Lewis poderíamos entender a atitude de Cristo, e assim seguir o exemplo do próprio Cristo, bem como o dos apostólos, a abrirmos mão de tudo:
"E tudo se tornará ainda mais claro se pensarmos em como Nosso Senhor(Jesus Cristo) considera Sua condição de Filho, submetendo Sua vontade inteiramente à vontade paterna, nem mesmo se permitindo chamar de "bom" --porque bom é a designação (somente) do Pai -- "..........."..., todo o Seu amor é, por assim dizer, infinitamente abnegado, pela própria definição. Esse amor tudo tem para dar e nada para receber"(2).
A verdade é que o ocidente está longe da verdade de largar tudo, largar tudo significa abrir mão, deixar mesquinharias e vaidades, largar tudo nos impulsiona a não olhar somente para o nosso eu existencial e nos faz olhar para o Pai, e olhando para o Pai entenderemos o que é olhar e se importar com o próximo. Em suma, estamos longe e devemos voltar, se é que algum dia a maioria esteve perto, a 'igreja moderna' precisa nascer da água e do Espiríto(3), para entender e vivenciar de verdade o evangelho do reino de Deus. E nessa fé quero mais Dele e menos de mim, para que o viver seja Cristo e o morrer lucro.
Termino com as palavras de meu Irmão, Senhor e Salvador Jesus Cristo: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de Cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai"(4).
Abração de seu irmão e próximo,
Ale
Referências:
(1)Marcos 8:34-38; Mateus 10:38,39; Lucas 9:23-26,
(2)O problema do sofrimento de C.S.Lewis, capítulo três, páginas 54, parágrafo 1 e 60, parágrafo 1 respectivamente,
(3)João 3:1-10,
(4)Filipenses 2:3-11
Pensei em traçar como pano de fundo alguns homens e mulheres do Antigo Testamento, mas prefiro ir além no tema largar tudo e após isso terminar com Jesus.
Durante esses anos de evangelho do reino, tenho ouvido muito sobre abrir mão de tudo em função de Cristo, mas analisando bem essa expressão para o contexto ocidental vejo algumas discrepâncias que levam a uma reflexão sobre algumas perguntas como por exemplo: será que o nosso largar tudo tem sido o mesmo que o largar tudo dos apostólos? Será que a nossa cultura ocidental nos permite ter um prisma correto sobre largar tudo? E talvez a pior pergunta é se aqueles que nos ensinam e passam um padrão de vida junto com essa retórica realmente abriram mão de tudo ou só são um arquétipo furado de 'líderes' que usam essa expressão para chegarem a um fim pessoal e financeiro?
Talvez a resposta dessa pergunta revele com qual intensidade e verdade a igreja moderna ocidental tem 'largado tudo'. (Já que são influenciadas pelos mesmos).
Se você se sentir desafiado, pare um pouco de ler esse artigo e deixe claro para você em sua mente e coração o que é na sua ótica largar tudo.
Há mais ou menos um ano atrás li uma revista que comemorava os 50 anos da Missão Portas Abertas (Open Doors International).
Logo na apresentação da revista li algo que me chamou muita atenção, tratava-se de uma reportagem a respeito do irmão André, fundador dessa missão. Esse artigo discorria a respeito de uma experiência que o irmão André teve em uma universidade da Al Qaeda.
Quando o convidaram para falar àqueles muçulmanos ele pensou no que dizer e decidiu falar sobre a mensagem da cruz.
A máxima desse artigo dizia: "vocês só irão entender o peso e a dimensão do sacrifício de Jesus e da cruz quando os cristãos decidirem negar-se a si mesmos e tomarem a sua cruz" fazendo uma alusão as palavras de Jesus(1).
O fato é que se analisarmos o que representava para Jesus e os apostólos largarem tudo, seremos confrontados de forma poderosa com o que chamamos de largar tudo, onde para termos honra e sermos de Deus devemos ter um título e estar 'ministrando' no púlpito, precisamos trocar de carro todos os anos e adquirirmos bens sem fim, precisamos colocar a nossa roupa de crente e a máscara também para comparecer aos cultos dominicais matinais e noturnos, precisamos ter uma posição social boa e uma formação acadêmica irrefutável, o que me leva a pensar que Jesus e os apostólos eram um bando de desgraçados, endemoniados, e sem honra, já que um apesar de ser dono e rei de tudo não tinha onde recostar a cabeça, outro era chicoteado e maltratado e quando não queria ser peso para os irmãos tornava-se um mero fabricante de tendas, outro foi crucificado de cabeça para baixo, outro ainda morreu preso em uma ilha (que vergonha).
Hoje a igreja moderna ocidental tem 'sabido' o que significam as palavras prosperidade, dupla honra, vida financeira, o melhor dessa terra. E o pior, não pensam nisso tudo para distribuir e fazer a mordomia entre seus irmãos de fé e entre os aflitos desse mundo, pensam só em si e em sua dupla honra, em seus celeiros abastados e no transbordar de vinho dos seus lagares, e eu afirmo que isso é um belo padrão a não ser seguido, uma falácia, um conto da caroxinha que não revela o abrir mão de tudo!!!
Não quero fazer apologia ao fatalismo, mas desejo confrontar essa geração em suas práticas, para que a essência volte e a partir daí possamos expandir o reino como filhos verdadeiros que entendem o que significa abrir mão de tudo!!!
Talvez se entendermos as palavras de C.S. Lewis poderíamos entender a atitude de Cristo, e assim seguir o exemplo do próprio Cristo, bem como o dos apostólos, a abrirmos mão de tudo:
"E tudo se tornará ainda mais claro se pensarmos em como Nosso Senhor(Jesus Cristo) considera Sua condição de Filho, submetendo Sua vontade inteiramente à vontade paterna, nem mesmo se permitindo chamar de "bom" --porque bom é a designação (somente) do Pai -- "..........."..., todo o Seu amor é, por assim dizer, infinitamente abnegado, pela própria definição. Esse amor tudo tem para dar e nada para receber"(2).
A verdade é que o ocidente está longe da verdade de largar tudo, largar tudo significa abrir mão, deixar mesquinharias e vaidades, largar tudo nos impulsiona a não olhar somente para o nosso eu existencial e nos faz olhar para o Pai, e olhando para o Pai entenderemos o que é olhar e se importar com o próximo. Em suma, estamos longe e devemos voltar, se é que algum dia a maioria esteve perto, a 'igreja moderna' precisa nascer da água e do Espiríto(3), para entender e vivenciar de verdade o evangelho do reino de Deus. E nessa fé quero mais Dele e menos de mim, para que o viver seja Cristo e o morrer lucro.
Termino com as palavras de meu Irmão, Senhor e Salvador Jesus Cristo: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de Cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai"(4).
Abração de seu irmão e próximo,
Ale
Referências:
(1)Marcos 8:34-38; Mateus 10:38,39; Lucas 9:23-26,
(2)O problema do sofrimento de C.S.Lewis, capítulo três, páginas 54, parágrafo 1 e 60, parágrafo 1 respectivamente,
(3)João 3:1-10,
(4)Filipenses 2:3-11
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Filhos ordeiros (que colocam ordem)
0
Você já pensou em que se resume sua vida aqui?
Você conseguiria dizer independentemente da ocupação, trabalho, carreira ou vocação, para o que todos nós fomos chamados?
O que devemos fazer até completar nossos dias?
Aquilo que sempre me chamou a atenção quando decidi mudar de vida foi que com a sua obra redentora Jesus Cristo reestabeleceu a comunhão de todos aqueles que crêem, a saber a com o Pai, e dessa forma Jesus Cristo nos proporcionou livre acesso para a intimidade com o Pai, aquilo que tinha sido perdido com a queda.
Durante alguns anos entendi que esse era o foco maior, final e logo, único de toda a redenção; mas provei que estava redondamente errado. Evidente que quando houve a separação entre Deus e o homem, a intimidade direta foi interrompida(1), mas não foi só isso, para resumir, junto com a separação o caos se instaurou no mundo, o domínio passou a ser de satanás, nessesitando assim de um mediador que redimisse a humanidade. Quando Jesus Cristo inaugura a nova aliança ele concede aos filhos que agora o receberam a oportunidade de se relacionar de novo com o Pai, e ainda deixa a sua representante nesse mundo para continuar a obra que Cristo veio estabelecer, a saber a noiva, a igreja (quando se reúnem) e(ou) os filhos.
Quando Jesus veio ele começou a colocar ordem ao caos que se encontrava desde a queda, e quando ele constitue aqueles que crêem como filhos é como se ele estivesse delegando a autoridade para que esses filhos continuassem a colocar ordem no caos!
Dessa forma o plano de Deus vai além da intimidade em si (creio que a intimidade é primordial, essensial e talvez a parte mais importante), ela não é o fim em si mesma, mas a história do plano do Pai continua em seu desejo de colocar ordem em tudo o que esta desarrumado!
Muitos quando lêem que: "A ardente expectativa da criação aguarda a revelacão dos filhos de Deus"(2), acham que isso só se resume a parte humana perdida que precisa ser restaurada, e de fato precisa, mas será que é só isso? O caos está somente na questão da separação da coroa da criação e seu Criador?
A resposta está clara nos fatos visíveis e históricos que temos estudado e presenciado através dos tempos. É fato que o homem precisa e necessita colocar fim ao caos existencial que define sua eternidade, mas está claro que não é só isso.
Junto com o caos da separação também se instaurou o caos interior humano que Paulo se referia(3), aquela lei dos membros que lutava contra a vontade de fazer o que ele sabia e queria praticar por entender que eram as atitudes certas, dessa forma, quando cremos em Cristo e decidimos mudar de vida começa um processo de limpeza e ordem nesse caos interior que somente a salvação não resolve, tendo então que constantemente mudarmos a nossa forma de pensar para que ai sim, possamos entender, viver e receber do Pai tudo aquilo que Ele planejou para nós(4), e claro que isso não está em cinergia com uma teologia falsa da prosperidade (dinheiro, fama, vaidades a todo custo) que os Estados Unidos tem importado para as nações e que aqui no Brasil tomou uma proporção gigantesca.
Quando Paulo diz a respeito da perfeita varonilidade, a estatura da plenitude de Cristo(5) como um fim após uma vida com o Pai, é claro que isso não se evidencia como um passe de mágicas, logo somos forjados pelo Pai para que sejamos filhos que alcancem essa estatura, e na maioria das vezes não é fácil. E enquanto para o homem, para a igreja moderna e para a visão ocidental de honra que diz que para você ser abençoado tem que ter posses, riquezas a dar e vender, e ainda andar de Ferrari e iates para evidenciar a "honra de Deus", o Pai se interessa pelo aperfeiçoamento do seu caráter e a ordem que será forjada em você, em meio ao seu caos interior.
Mas também a obra não pára por aí, quando lemos sobre a criação que aguarda a revelação dos filhos, percebemos uma visão que abrange muito mais que o ser humano propriamente dito como o fim de sua obra, mas que se estende ao cosmos.
Quando passamos a ter uma visão global da Bíblia percebemos que com a queda todo o cosmos foi afetado, necessitando assim de ordem em todas as áreas como por exemplo: o universo, a fauna, a flora, os sistemas de governo vigentes, etc.
Quando entendemos que somos filhos deveríamos entender que o caos que necessita ser estirpado está em uma visão global e não centralizada no homem em si.
Lembrando sempre que junto com a filiação vem a outorgação para implantarmos o reino de Deus nesse mundo tenebroso, e esse reino tem suas próprias regras e formas de ordem, que quando são manifestas colocam em ordem o caos existente no cosmos, e dessa forma faz com que os filhos sejam os portadores e os agentes transformadores desse reino.
Um último adendo, muitos pensam que os filhos e a igreja tem o reino, mas na verdade o reino tem os filhos e a igreja, e nós somos os representantes dele nesse mundo.
Que possamos entender que nossa missão vai além de um trabalho em alguma igreja local, ou o trabalho de "salvação" dos perdidos, o nosso entendimento deve ser de ordem cósmica e não egoísta, e nesse entendimento partimos para as ocupações, trabalhos, carreiras e vocações não mais tendo como fim o reino, mas ao contrario, partindo da perspectiva do reino para dar fim a todo o caos existente, e dessa forma sermos usados com cada dom, talento, experiência, como filhos maduros e ordeiros que colocam ordem na bagunça que vemos!*
A ordem começou de forma ampla em minha vida, e na sua? O caos interior tem te prendido? O caos institucional tem limitato o cumprimento de sua vocação? O caos dos governos desse mundo tem prejudicado a nossa irmandade pelo mundo? Em fim seja um filho ordeiro, coloque ordem, com sabedoria e discernimento implante o reino e viva uma vida plena com uma intimidade radical com o Pai.
Um grande abraço seu irmão e próximo,
Ale
*E isso se estende para o caos institucional da igreja, que muitos tem feito vista grossa, pois abusam das pessoas (que se deixam ser abusadas), com o fim de constituírem verdadeiros impérios terrenos!
Referências:
(1)Gênesis 3:8-24,
(2)Romanos 8:19,
(3)Romanos 7:15-25,
(4)Romanos 12:2,
(5)Efésios 4:11-16,
( )Algumas linhas tirei do livro Vivendo com Propósitos de Ed René Kvitz, Mundo Cristão, e também de meu amigo Tropical e Guillermo Lossio.
Você conseguiria dizer independentemente da ocupação, trabalho, carreira ou vocação, para o que todos nós fomos chamados?
O que devemos fazer até completar nossos dias?
Aquilo que sempre me chamou a atenção quando decidi mudar de vida foi que com a sua obra redentora Jesus Cristo reestabeleceu a comunhão de todos aqueles que crêem, a saber a com o Pai, e dessa forma Jesus Cristo nos proporcionou livre acesso para a intimidade com o Pai, aquilo que tinha sido perdido com a queda.
Durante alguns anos entendi que esse era o foco maior, final e logo, único de toda a redenção; mas provei que estava redondamente errado. Evidente que quando houve a separação entre Deus e o homem, a intimidade direta foi interrompida(1), mas não foi só isso, para resumir, junto com a separação o caos se instaurou no mundo, o domínio passou a ser de satanás, nessesitando assim de um mediador que redimisse a humanidade. Quando Jesus Cristo inaugura a nova aliança ele concede aos filhos que agora o receberam a oportunidade de se relacionar de novo com o Pai, e ainda deixa a sua representante nesse mundo para continuar a obra que Cristo veio estabelecer, a saber a noiva, a igreja (quando se reúnem) e(ou) os filhos.
Quando Jesus veio ele começou a colocar ordem ao caos que se encontrava desde a queda, e quando ele constitue aqueles que crêem como filhos é como se ele estivesse delegando a autoridade para que esses filhos continuassem a colocar ordem no caos!
Dessa forma o plano de Deus vai além da intimidade em si (creio que a intimidade é primordial, essensial e talvez a parte mais importante), ela não é o fim em si mesma, mas a história do plano do Pai continua em seu desejo de colocar ordem em tudo o que esta desarrumado!
Muitos quando lêem que: "A ardente expectativa da criação aguarda a revelacão dos filhos de Deus"(2), acham que isso só se resume a parte humana perdida que precisa ser restaurada, e de fato precisa, mas será que é só isso? O caos está somente na questão da separação da coroa da criação e seu Criador?
A resposta está clara nos fatos visíveis e históricos que temos estudado e presenciado através dos tempos. É fato que o homem precisa e necessita colocar fim ao caos existencial que define sua eternidade, mas está claro que não é só isso.
Junto com o caos da separação também se instaurou o caos interior humano que Paulo se referia(3), aquela lei dos membros que lutava contra a vontade de fazer o que ele sabia e queria praticar por entender que eram as atitudes certas, dessa forma, quando cremos em Cristo e decidimos mudar de vida começa um processo de limpeza e ordem nesse caos interior que somente a salvação não resolve, tendo então que constantemente mudarmos a nossa forma de pensar para que ai sim, possamos entender, viver e receber do Pai tudo aquilo que Ele planejou para nós(4), e claro que isso não está em cinergia com uma teologia falsa da prosperidade (dinheiro, fama, vaidades a todo custo) que os Estados Unidos tem importado para as nações e que aqui no Brasil tomou uma proporção gigantesca.
Quando Paulo diz a respeito da perfeita varonilidade, a estatura da plenitude de Cristo(5) como um fim após uma vida com o Pai, é claro que isso não se evidencia como um passe de mágicas, logo somos forjados pelo Pai para que sejamos filhos que alcancem essa estatura, e na maioria das vezes não é fácil. E enquanto para o homem, para a igreja moderna e para a visão ocidental de honra que diz que para você ser abençoado tem que ter posses, riquezas a dar e vender, e ainda andar de Ferrari e iates para evidenciar a "honra de Deus", o Pai se interessa pelo aperfeiçoamento do seu caráter e a ordem que será forjada em você, em meio ao seu caos interior.
Mas também a obra não pára por aí, quando lemos sobre a criação que aguarda a revelação dos filhos, percebemos uma visão que abrange muito mais que o ser humano propriamente dito como o fim de sua obra, mas que se estende ao cosmos.
Quando passamos a ter uma visão global da Bíblia percebemos que com a queda todo o cosmos foi afetado, necessitando assim de ordem em todas as áreas como por exemplo: o universo, a fauna, a flora, os sistemas de governo vigentes, etc.
Quando entendemos que somos filhos deveríamos entender que o caos que necessita ser estirpado está em uma visão global e não centralizada no homem em si.
Lembrando sempre que junto com a filiação vem a outorgação para implantarmos o reino de Deus nesse mundo tenebroso, e esse reino tem suas próprias regras e formas de ordem, que quando são manifestas colocam em ordem o caos existente no cosmos, e dessa forma faz com que os filhos sejam os portadores e os agentes transformadores desse reino.
Um último adendo, muitos pensam que os filhos e a igreja tem o reino, mas na verdade o reino tem os filhos e a igreja, e nós somos os representantes dele nesse mundo.
Que possamos entender que nossa missão vai além de um trabalho em alguma igreja local, ou o trabalho de "salvação" dos perdidos, o nosso entendimento deve ser de ordem cósmica e não egoísta, e nesse entendimento partimos para as ocupações, trabalhos, carreiras e vocações não mais tendo como fim o reino, mas ao contrario, partindo da perspectiva do reino para dar fim a todo o caos existente, e dessa forma sermos usados com cada dom, talento, experiência, como filhos maduros e ordeiros que colocam ordem na bagunça que vemos!*
A ordem começou de forma ampla em minha vida, e na sua? O caos interior tem te prendido? O caos institucional tem limitato o cumprimento de sua vocação? O caos dos governos desse mundo tem prejudicado a nossa irmandade pelo mundo? Em fim seja um filho ordeiro, coloque ordem, com sabedoria e discernimento implante o reino e viva uma vida plena com uma intimidade radical com o Pai.
Um grande abraço seu irmão e próximo,
Ale
*E isso se estende para o caos institucional da igreja, que muitos tem feito vista grossa, pois abusam das pessoas (que se deixam ser abusadas), com o fim de constituírem verdadeiros impérios terrenos!
Referências:
(1)Gênesis 3:8-24,
(2)Romanos 8:19,
(3)Romanos 7:15-25,
(4)Romanos 12:2,
(5)Efésios 4:11-16,
( )Algumas linhas tirei do livro Vivendo com Propósitos de Ed René Kvitz, Mundo Cristão, e também de meu amigo Tropical e Guillermo Lossio.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Matemática da intimidade: 1 + 1 = ao máximo possivel
4
Há algum tempo entendi que a vida com Deus envolve muito mais do que momentos isolados e separados para orarmos, cultuarmos, lermos a bíblia e tudo mais que sempre ouvimos que devemos fazer para ter uma vida sadia em Deus.
Só que comigo desde a minha conversão algo me soava distorcido nessa matemática em buscá-lo e criar uma dinâmica de intimidade com Ele por um simples motivo, tudo aquilo me soava e me soa até hoje como só uma fração ou ainda como uma parte da comunhão com Deus que prefiro chamar de Pai. Para mim a matemática da comunhão com Deus sempre foi 2+2= ao máximo possível.
Dentro desses anos após meu primeiro encontro com meu Irmão Jesus entendi que minha intimidade com Ele podia e deveria ir além dos momentos de cultos formais em instituições chamadas igrejas, e em momentos de portas fechadas em meu quarto, cria em algo muito mais cotidiano e ativo do que mecânico, pré estabelecido por mim.
Depois que entendi isso, comecei a me ver achado Nele em momentos, lugares e de formas ‘inusitadas’(quero deixar claro que todo o mérito é todo Dele), uma das formas que frequentemente me vejo imerso no Pai é através de filmes e nessa dinâmica graciosa do Pai pude me ver impregnado de princípios e valores quando fui assistir O Livro de Eli por duas vezes esse mês no cinema, estrelado pelos atores Denzel Washington e Gary Oldman; nesse filme pós-apocalíptico é retratada a estória de um homem chamado Eli (Denzel) que após ouvir uma voz no seu coração para ir ao oeste e carregar até um lugar ainda desconhecido um livro em sua mala, parte obstinadamente a cumprir aquilo que aquela voz dizia dentro de si.
Durante o filme rola um mix de adrenalina para aqueles que curtem filmes de luta e uma indagação a respeito do livro e de seu conteúdo em meio a uma caça frenética do personagem - representado pelo Gary Oldman - atrás desse livro que Eli carregava.
Chega um momento que fica claro que tipo de Livro é carregado por Eli e para aminha surpresa é uma bíblia na versão King James.
Durante o filme dentre tantos princípios fui impactado por três situações: a primeira delas quando ele está indo para o oeste e esta sendo perseguido pelo personagem do Gary Oldman e após ser baleado no abdômen diz uma frase mais ou menos com esse sentido após 30 anos carregando o Livro sem parar ou duvidar daquela voz: “...todos esses anos carregando esse livro e tendo-o lido diariamente me preocupei tanto em protejê-lo que esqueci de praticar tudo o que li nele.” Nesse momento algo dentro de mim me dizia que muitos tem as linhas desses livros em sua mente e a dominam de forma magistral, mas na maioria das vezes aquelas palavras não descem ao coração, e que o sentido de tê-la era praticar, e claro que no final dessa cena comecei a trazer a minha memória aquilo que poderia estar praticando e não estava bem como aquilo que já estava praticando e deveria continuar a praticar.
A segunda situação foi a de que aquela Voz que Eli entendia que tinha ouvido tinha dito mais ou menos assim: “...durante toda a peregrinação independente do tempo que levar você estará protegido e guardado.” Nessa parte lembrei do patriarca Abraão que obedeceu a voz de Deus após ter ouvido dele para partir rumo a terra que Deus mostraria e bem como todas as promessas feitas a Abraão que hoje sabemos que se cumpriram; assim como o patriarca Eli após ter ouvido a Voz partiu para o oeste sem saber o que encontraria pelo caminho, e nesse momento aquela imersão no Pai se iniciava e aquela voz dizia dentro de mim: com uns falo tanto e me parece incapaz de ser ouvido e por muito pouco me desobedecem, nesse momento aproveitei para meditar sobre o que havia ouvido e foi animal esse momento.
E uma terceira situação foi quando ele chega ao fim de sua jornada sem ter se desviado nenhuma vez da meta de sua peregrinação, naquele momento quis gritar, e fui tomado de um total estimulo e renovação em minha mente que dizia, jamais você deve se envolver com aquilo que você não foi chamado para fazer, porém deve cumprir tudo o que foi designado para cumprir em sua peregrinação, sem se desviar. Comecei a lembrar de tudo o que sabia sobre meus talentos e vocações e alguns deles um pouco esquecidos vieram mais ou menos como que um espelho diante de minha existência, e após aquela sessão saí mais fortalecido que nunca a combater o bom combate, terminar a carreira e guardar a fé, e indiquei o filme para todo mundo, huauhauh.
Com tudo isso quero dizer que a presença do Pai pode ser gozada além de um espaço-tempo pré-determinado, já que devemos ser um com Ele pois intimidade requer conhecermos ao Pai e estarmos com Ele, pois Ele sempre está conosco. Desfrutar desse relacionamento não está restrito a um dia de culto formal, ou a uma oração num quarto, não está limitado aos horários pré-determinados por nós e sim de termos o entendimento que podemos desfrutar dessa intimidade a qualquer tempo e lugar, sem nos privarmos de falarmos e ouvirmos Sua Voz.
Que você possa diariamente gozar do véu rasgado a cada momento nunca esquecendo que a matemática da comunhão e intimidade com o Pai é que qualquer conta que fizermos e qualquer que seja o resultado ele deve sempre expressar o máximo possível, ou traduzindo, quero sempre mais e mais... E em dias difíceis? Eu quero mais e mais... E em dias alegres? Eu quero mais e mais!
E provavelmente após isso todos poderão dizer que sabem o que é buscar a Deus em tempo e fora de tempo!!!
Que o Pai possa nos conduzir a uma intimidade cada vez mais profunda e vertical que nos faça entender como devem ser nossos relacionamentos horizontais.
Um grande abraço seu próximo e irmão Ale.
P.S.: Ocultei algumas cenas e personagens para que as pessoas que forem ainda assistir tenham novidades em ver o filme, e possam se surpreender ou se identificarem mais com o filme do que o que foi registrado por mim nesse artigo.
Só que comigo desde a minha conversão algo me soava distorcido nessa matemática em buscá-lo e criar uma dinâmica de intimidade com Ele por um simples motivo, tudo aquilo me soava e me soa até hoje como só uma fração ou ainda como uma parte da comunhão com Deus que prefiro chamar de Pai. Para mim a matemática da comunhão com Deus sempre foi 2+2= ao máximo possível.
Dentro desses anos após meu primeiro encontro com meu Irmão Jesus entendi que minha intimidade com Ele podia e deveria ir além dos momentos de cultos formais em instituições chamadas igrejas, e em momentos de portas fechadas em meu quarto, cria em algo muito mais cotidiano e ativo do que mecânico, pré estabelecido por mim.
Depois que entendi isso, comecei a me ver achado Nele em momentos, lugares e de formas ‘inusitadas’(quero deixar claro que todo o mérito é todo Dele), uma das formas que frequentemente me vejo imerso no Pai é através de filmes e nessa dinâmica graciosa do Pai pude me ver impregnado de princípios e valores quando fui assistir O Livro de Eli por duas vezes esse mês no cinema, estrelado pelos atores Denzel Washington e Gary Oldman; nesse filme pós-apocalíptico é retratada a estória de um homem chamado Eli (Denzel) que após ouvir uma voz no seu coração para ir ao oeste e carregar até um lugar ainda desconhecido um livro em sua mala, parte obstinadamente a cumprir aquilo que aquela voz dizia dentro de si.
Durante o filme rola um mix de adrenalina para aqueles que curtem filmes de luta e uma indagação a respeito do livro e de seu conteúdo em meio a uma caça frenética do personagem - representado pelo Gary Oldman - atrás desse livro que Eli carregava.
Chega um momento que fica claro que tipo de Livro é carregado por Eli e para aminha surpresa é uma bíblia na versão King James.
Durante o filme dentre tantos princípios fui impactado por três situações: a primeira delas quando ele está indo para o oeste e esta sendo perseguido pelo personagem do Gary Oldman e após ser baleado no abdômen diz uma frase mais ou menos com esse sentido após 30 anos carregando o Livro sem parar ou duvidar daquela voz: “...todos esses anos carregando esse livro e tendo-o lido diariamente me preocupei tanto em protejê-lo que esqueci de praticar tudo o que li nele.” Nesse momento algo dentro de mim me dizia que muitos tem as linhas desses livros em sua mente e a dominam de forma magistral, mas na maioria das vezes aquelas palavras não descem ao coração, e que o sentido de tê-la era praticar, e claro que no final dessa cena comecei a trazer a minha memória aquilo que poderia estar praticando e não estava bem como aquilo que já estava praticando e deveria continuar a praticar.
A segunda situação foi a de que aquela Voz que Eli entendia que tinha ouvido tinha dito mais ou menos assim: “...durante toda a peregrinação independente do tempo que levar você estará protegido e guardado.” Nessa parte lembrei do patriarca Abraão que obedeceu a voz de Deus após ter ouvido dele para partir rumo a terra que Deus mostraria e bem como todas as promessas feitas a Abraão que hoje sabemos que se cumpriram; assim como o patriarca Eli após ter ouvido a Voz partiu para o oeste sem saber o que encontraria pelo caminho, e nesse momento aquela imersão no Pai se iniciava e aquela voz dizia dentro de mim: com uns falo tanto e me parece incapaz de ser ouvido e por muito pouco me desobedecem, nesse momento aproveitei para meditar sobre o que havia ouvido e foi animal esse momento.
E uma terceira situação foi quando ele chega ao fim de sua jornada sem ter se desviado nenhuma vez da meta de sua peregrinação, naquele momento quis gritar, e fui tomado de um total estimulo e renovação em minha mente que dizia, jamais você deve se envolver com aquilo que você não foi chamado para fazer, porém deve cumprir tudo o que foi designado para cumprir em sua peregrinação, sem se desviar. Comecei a lembrar de tudo o que sabia sobre meus talentos e vocações e alguns deles um pouco esquecidos vieram mais ou menos como que um espelho diante de minha existência, e após aquela sessão saí mais fortalecido que nunca a combater o bom combate, terminar a carreira e guardar a fé, e indiquei o filme para todo mundo, huauhauh.
Com tudo isso quero dizer que a presença do Pai pode ser gozada além de um espaço-tempo pré-determinado, já que devemos ser um com Ele pois intimidade requer conhecermos ao Pai e estarmos com Ele, pois Ele sempre está conosco. Desfrutar desse relacionamento não está restrito a um dia de culto formal, ou a uma oração num quarto, não está limitado aos horários pré-determinados por nós e sim de termos o entendimento que podemos desfrutar dessa intimidade a qualquer tempo e lugar, sem nos privarmos de falarmos e ouvirmos Sua Voz.
Que você possa diariamente gozar do véu rasgado a cada momento nunca esquecendo que a matemática da comunhão e intimidade com o Pai é que qualquer conta que fizermos e qualquer que seja o resultado ele deve sempre expressar o máximo possível, ou traduzindo, quero sempre mais e mais... E em dias difíceis? Eu quero mais e mais... E em dias alegres? Eu quero mais e mais!
E provavelmente após isso todos poderão dizer que sabem o que é buscar a Deus em tempo e fora de tempo!!!
Que o Pai possa nos conduzir a uma intimidade cada vez mais profunda e vertical que nos faça entender como devem ser nossos relacionamentos horizontais.
Um grande abraço seu próximo e irmão Ale.
P.S.: Ocultei algumas cenas e personagens para que as pessoas que forem ainda assistir tenham novidades em ver o filme, e possam se surpreender ou se identificarem mais com o filme do que o que foi registrado por mim nesse artigo.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Devemos mudar o ideal ou cumprí-lo custe o que custar?
2 Em seu livro Ortodoxia, G.K.Chesterton um mestre do paradoxo disse: "Não estamos alterando o real para que se adapte o ideal. Estamos alterando o ideal: 'é mais fácil"¹. As palavras de Chesterton ecoam como uma profecia sem intenção para os nossos dias.
Ao lermos a biblia vemos vários exemplos de pessoas que percorreram uma carreira para que um ideal fosse cumprido: Abraão, Neemias, João Batista, Jesus Cristo, são só alguns desses exemplos.
Chesterton observou que um conjunto de pessoas que tinham um ideal a perseguir estavam mudando o ideal em detrimento do real (cotidiano, vida bios²) e esse ato como ele reparou feria o senso de destino do homem.
Hoje vemos seres humanos e nossos irmãos vivendo uma vida sem qualquer tipo de ideal ou sem propósito algum, gente que vive só por viver, pessoas que até tinham um ideal e acabaram deixando de lado para viver o natural o biológico ao invés de transformar o natural em detrimento do ideal.
Devemos buscar a compreenssão de qual é o ideal global de todos os que nascem de novo em Cristo, dentre esses ideais posso ressaltar por exemplo: o ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda a criatura³, sermos luz do mundo e sal da terra4, sermos imitadores de Deus como filhos amados5, viver uma vida com o mesmo sentimento que hove em Cristo6, etc...
Uma vez entendendo os ideais e chamados globais (a todo o crente), devemos entender que existem ideais pessoais, sonhos pessoais, talentos pessoais, dons espirituais, que estão em nós e que nos foram dados para um fim proveitoso ou para cumprirmos algum propósito ou ideal.
Tudo isso nos remete a condição de viver a vida natural e espiritual sempre com ou por ideais e propósitos que nos levam a servir essa geração e glorificar a Deus de forma honrosa, vivida e prazeirosa (sendo interdependentes junto com os outros irmãos e outros ideais do corpo), e ainda nos proporciona capacidade de trabalharmos, estudarmos, constituírmos famílias, nos relacionarmos, por termos em nós esse senso de ideal e propósito.
Para dar um exemplo usarei a minha vida e escreverei a respeito de um de meus ideais: creio ver uma geração de filhos maduros e legítimos do Pai, que entendam Sua paternidade e filiação, que imitem o Filho Amado (Huios Agapetos7) Jesus cristo, e sei que de alguma forma serei usado para participar desse processo de filiação legítima e maturidade dos filhos, quer ministrando, tomando um café, num pequeno grupo ou grande grupo, bem como suprindo para a nação o máximo de informações sobre isso. Dessa forma entendo estar através do ideal marcando e servindo minha geração, e sei que durante a vida serei moldado pelo Pai (já que creio que veio Dele) a fim de cumprir minha parte dentro do corpo!!!!!
Jesus Cristo em João 17, traz um entendimento de que Ele tinha um ideal e esse foi cumprido, e por suas palavras percebemos que Ele não alterou o Ideal, pelo contrário, alterou o real e nos resgatou e conectou de volta ao Pai, além claro de ter mudado a parte natural da vida das pessoas que se encontravam com Ele, fosse com curas, milagres, toda a sorte de sinais, libertações, ensinamentos, princípios, exortações, amor, etc...
Jesus disse: "Eu te glotifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer"8.
Cristo em sua vida terrena jamais, jamais, jamais, se deviou do ideal que foi confiado a Ele, e nem o vendeu por coisa natural alguma antes foi fiel até o fim.
A pergunta é: o quanto vale o ideal único que o Pai nos deu? O que faremos em vida com aquilo que recebemos do Pai? Será que como filhos legítimos temos glorificado o Pai na terra com nossos ideais como Jesus fez? Temos vendido o ideal que nos foi dado por fama, posição, dinheiro, relacionamentos, amizades, ou pela corrupção desse mundo e concupsciência da carne9?
Uma coisa é fato, de uma forma ou de outra vamos terminar nossa carreira ou nossa vida, e na eternidade ou em seu final saberemos as conseqüências gerais de nossas escolhas, nossa vida é passageira e a eternidade é real e o escritor de Hebreus adverte a nos desembaraçarmos de todo o peso e do pecado que fortemente (tenazmente) nos assedia, para podermos correr com perseverança a carreira que nos foi proposta, e nesse interim não devemos tirar os nossos olhos de Jesus10, pois se isso acontecer fatalmente corromperemos os nossos ideais, ainda que momentaneamente (e quando isso ocorre devemos voltar a olhar para Jesus e deixarmos Ele nos instigar a cumprirmos de novo o ideal global e pessoas que fomos chamados para realizar).
Ainda que soframos pelo ideal, sofreremos com Cristo para que com Ele sejamos glorificados11, e em suas palavras: "e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tivera junto de ti, antes que houvesse mundo"11.
O final da carreira dos que cumprem seus ideais em Cristo será glorioso com o Pai assim como foi, está sendo e sempre será com Jesus Cristo.
Perseguindo o ideal, o real e o cotidiano serão transformados, e nisso glorificamos o Pai, por isso não devemos nos vender pelo natural e nem devemos esquecer do ideal, antes que toda a nossa família de forma global e interdependente possam terminar a carreira consumando o Ideal.
Que nós como irmãos possamos: "sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor o nosso trabalho não é vão"12.
Nunca se esqueça que como G.K. Chesterton disse que mudar o ideal sempre será mais fácil que perseguí-lo até o fim, e devemos perseguí-lo mesmo que para isso tenhamos que carregar um fardo até a montanha da perdição, para destruírmos o anel do poder e cumprindo nosso ideal iremos derrotar o Sauron de nossas vidas13, tendo um final glorioso rumo a Nova Jerusalém.
Abração, seu irmão e próximo......
Ale
Referências:
¹ Ortodoxia de G.K.Chesterton, capítulo 7, página 175, segundo parágrafo;
² Vida biológica que se difere da vida Zoe (vida de Deus);
³ Marcos 16:15;
4 Mateus 5:13-16;
5 Efésios 5:1,2;
6 Filipenses 2:5-11;
7 Mateus 3:17, expressão Filhos amados no original grego é Huios agapetos;
8 Joao 17:4;
9 Efésios 2:1-10;
10 Hebreus 12: 1-3;
11 João 17:5;
12 1 Coríntios 15:58;
13 O Senhor do Anéis, O Retorno do Rei, ano de 2003, Warner Bros. e New Line Home Enterteniment. Quando Frodo, o Bolseiro do Condado, acaba destruindo o Anel do poder na montanha da Perdição, concluindo o fardo da trilogia de J.R.R.Tolken, que só ele poderia cumprir!
terça-feira, 9 de março de 2010
Uma placa, a triste tendência
4 Se você não fosse cristão e estivesse passando por uma rua de carro ou ônibus, bicicleta ou até mesmo a pé, e num determinado momento você olhasse para cima ou para o lado e visse escrito em uma plaquinha "E Deus julgará a todos os homens", qual seria sua reação? Seria indiferente? Ficaria com medo? Acharia ele um babaca? Ficaria com peso na consciência?
E se você estivesse com fome e quisesse encontrar o Pai ou Deus em algum lugar, ou estivesse procurando algo que desse sentido para a sua vida? Lendo isso o que você sentiria em relação a Deus e sua vida? Qual seria a aplicação daquela mensagem para a sua vida cotidiana e para a sua espiritualidade e eternidade?
Bom passando de ônibus por uma rua com um brother que estou discipulando, o Luquinhas, nos deparamos com essa placa no muro de uma casa no caminho para o projeto social Rhema!
Naquele momento me deparei com uma tendência de que alguns dilemas e expressões como essas podem gerar dentro de alguém que não conhece o Pai ou alguém que já se diz cristão, que totalmente fora do contexto aniquilam a consciência de um Pai de amor e das boas novas.
Quem a não ser um 'cristão' colocaria uma mensagem daquelas em seu muro, com um livro, um capitulo e um versiculo do novo testamento encontrado na biblia?
Tentei imaginar as razões pela qual aquela mensagem estava lá, será que era para evangelizar alguém? Ou para deixar algum possivel assaltante com medo da fuuuuuuuria de Deus (uhahauuha)? Mas o que me chamou mais atenção foi que isso poderia nada mais ser do que a visão que ela ou o sistema passaram de Deus ou de Jeová para ela (pessoa), nesse sentido aquela placa expressa a visão que ela tem de Deus, e o pior de tudo expressa uma tendência insensível a uma inclinação terrivel da suposta igreja ou noiva a olhar para Deus dessa forma e sair gritando a plenos pulmões uma visão tão errada de Deus ou do Pai, para esse novo tempo inaugurado em Jesus a dois mil e poucos anos atrás!
Fico imaginando o que leva uma pessoa a colocar palavras de juizo numa placa, ao invés de colocar algo sobre o amor de um Pai que amou o mundo e deu o seu próprio filho por pessoas que não poderiam retribuir a Ele nadaaaaaaa!!¹
E quando imagino, só chego a uma conclusão, passar a nossa imagem de Deus talvez seja a melhor forma de confrontarmos as verdades naturais e caídas as quais os seres humanos tem se entregado; mas o perigo disso tudo é que se essa visão de Deus for deturpada e não revelar o real sentido daquela imagem, isso servirá como uma forma de a pessoa que se deparar com ela, se afaste ou se entregue a algo totalmente errado e deturpado.
Quando pensamos em boas novas, em pregar o evangelho, devemos talvez primeiro entender o cerne da questão, ou do propósito, e cada dia que passa me convenço de que o evangelho pode ser definido como a reconciliação dos seres humanos a um Pai de amor através de Jesus Cristo o unigênito e mediador dessa nova aliança, que como consequência, nos faz filhos de um Pai de amor², e não de um Deus pronto para mandar fogo dos céus e nos queimar como se queima uma fogueira.
Essa ótica de um Deus severo que deseja mandar homens para o inferno e condená-los a morte eterna é falsa e não é expressa no novo testamento, já que o "anseio furioso de Deus"³ é expresso por nos amar e não nos destruir.
Essa placa me ensinou o quanto alguém pode estar errado a respeito do Paizinho que tanto tem nos amado, e me revelou uma tendência da igreja moderna, que é se apartar de valores e principios e verdades absolutas que emanam do verdadeiro Reino de Deus e do Filho do seu amor, e nos impulsionam para a falta absoluta de graça e misericórdia, do império das trevas, que quando as pessoas passarem pelas ruas, possam ler a respeito do amor de Deus e não de seu julgamento, que quando você gritar a plenos pulmões, grite a respeito do verdadeiro evangelho que através do perdão traz reconciliação a humanidade religando ela a um Pai de amor, quando você for se expressar em algum meio de comunicação faça isso para aproximar as pessoas do Pai e de Jesus Cristo e não espantá-las por medo. Veja as noticias, as desigualdades, os pecados e transgreções, e se pergunte: será que vou seguir a tendência de placas que revelam juizo como uma bandeira asteada em cima de um monte, ou vou combater tudo isso com a força contrária que as tem causado, através do amor, misericórdia, graça, compaixão e perdão?
Eu já decidi que placa levantarei, e sei que quando alguém passar de ônibus, carro, bicicleta ou a pé, quando me perguntarem ou estiver em uma praça, shopping ou ainda dando aula de futebol e ministrando em algum prédio chamado de 'casa de Deus' levantarei uma placa de: amor, misericórdia, graça, compaixão e perdão, a fim de que todos se sintam atraídos por esse Pai que furiosamente nos ama.
E para encerrar acabo com as palavras de Paulo aos Romanos "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem"4.
Referências:
¹ João 3:16;
² João 1:12;
³ "O anseio furioso de Deus", último livro do autor Brennan Manning;
4 Romanos 12:21.
terça-feira, 2 de março de 2010
Lago Seco: o início ou o fim?
1 Salve galera, antes do carnaval rolou uma situação num ensaio de teatro que gostaria de compartilhar ai com vocês, e foi dessa experiência que vem o tema do artigo.
Em um sábado a noite estava preparando um cenário junto com uma irmã chamada Heloísa para um grupo de teatro se apresentar no domingo, antes de acabar o ensaio recebo uma ligação da mãe de uma das adolescentes que fazem parte desse grupo, ela pediu para eu dizer a ela que o pai dela estava indo pegá-la e que era para ela esperar fora do prédio que ele estava bravo. Ok, passei o recado como essa mãe havia me pedido e ela foi embora, e continuei agora dando uma analisada meio teológica (exegética) no conteúdo da peça.
No dia seguinte, domingão antes de um culto formal onde aquele grupo se apresentaria, a mãe daquela adolescente veio falar comigo, me pediu desculpas pelo que tinha ocorrido no dia anterior, e eu disse que não tinha problema, e aí sim fomos surpreendidos novamente(Zagalo) ahuuha, ela não parou por ai, continuou falando e foi mais ou menos assim:
"Sabe o que é Ale, meu marido é um inferno, onde já se viu fazer o que ele faz para mim e para a Amanda (nome fictício), ela é um amor, não da trabalho nenhum (ahammmmm), é um anjo de filha, ele não presta, mas pode deixar, estou esperando e orando para que Deus exerça justiça sobre ele, uma hora Deus vai secar o laguinho dele e dai eu quero ver ele se safar" P.S.: tentei ser o mais fiel possível com respeito as palavras dela. Bom, nem presciso falar que isso me chamou atenção.
Quero deixar claro que reconheço ser difícil a situação conjulgal nesse estado, e não quero passar por cima da dor de ninguém, mas me proponho aqui a colocar como vejo essa situação e como ela me serviu de experiência.
Agora não posso negar que esse fato mexeu comigo, pois quando leio o novo testamento me deparo com outro tipo de evangelho vivido, seja nos ensinamentos e na vida de Jesus Cristo, seja nos ensinamentos e na vida dos apóstolos pós-pentecostes. E com tudo o que ouvi quero expor o sistema evangélico em que 'vivemos' e temos 'comido', que tem mais formado homens cheios de justiça própria do que filhos que amam.
Se o padrão ou sentimento do nosso amoroso Pai não mudou de 2000 e poucos anos para cá e continua tão forte como antes, então fomos nós (igreja) que mudamos e nos afastamos desse Amor, nesse sentido se queremos pregar e viver o evangelho puro e simples devemos voltar para o sentimento original e para a razão central do que se 'prega', ou ainda nos reformarmos ou restaurarmos para nos adequarmos a nova aliança, nesse sentido deixem-me apresentar meus argumentos:
Há uma tendência que tem chamado minha atenção, que é se pregar a antiga aliança ou o velho testamento (pós-queda) sem que culmine em Jesus (o que não me faz sentido nenhum). Desse modo somos estimulados a encarar alguém que nos fere ou pisa no nosso calo, como talvez Josué encarasse os cananeus ou como Israel e Judá nos tempo dos reis quando encaravam os filisteus.
O que as pessoas que tem pregado dessa forma tem esquecido, é que vivemos em um tempo onde o que está vigorando é a nova aliança (ou novo testamento) e não a velha; nesse sentido isso nos remete a um padrão ou a uma essência nova se formos contrastar com a antiga vigência; dessa forma um ser humano nos tempos de hoje jamais será um filisteu ou cananeu, um babilônico ou um perça endemoniado, e sim alguém que carece da graça de Deus ou de um PAI de AMOR.
Nesse caso (caso do evangelho) deveríamos não pedir juízo para Deus quando não concordamos com algo ou alguém (ainda que esse more na mesma casa), deveríamos orar por eles como quem ora por um inimigo talvez, e nesse sentido fazermos como Jesus nos ensinou, a orar por aqueles que nos perseguem (Mateus 5:43-48), e assim quebrar essa mentira de ausência de amor, que nos possibilita a pedirmos amor e transformação, ao invés de morte e juízo.
Outra coisa que me choca é o ódio nas palavras e nas reações que tenho observado por ai; sei que todos falham, mas para eu afirmar que uma pessoa não presta e que ela é um inferno, das duas uma, ou sou santo demais ou não entendi nada a respeito de ter como base da vida o evangelho, deixe-me explicar:
Está mais que provado que quando tentamos combater o ódio com ódio, raiva com raiva, dor com dor, o resultado é catastrófico pois entramos no terreno da vingança; ao longo da história as mortes causadas em detrimento desse tipo de sentimento ou decisão chegam na casa das dezenas de milhões como está mais que provado, e em cima disso vai a minha pergunta para você que está lendo esse artigo agora, se cremos no evangelho, deveríamos crer no amor como vínculo para a paz, certo? Se cremos no amor, logo deveriamos também acreditar no perdão (e nesse sentido Jesus traz a matemática bíblica para o perdão encontrada em Mateus 18:21,22,23-35), e se cremos no perdão não deveríamos crer na misericórdia e graça exercida por Jesus proporcionando tão grande salvação e de graça ainda sem mesmo merecermos coisa alguma? (Efésios 2:8,9).
Ora, se o diferencial do evangelho ou do novo testamento ou da nova aliança, é o amor, o perdão, a misericórdia, compaixão e graça, há algo de muito errado em nossas atitudes, pois não há uma força mais eficiente para quebrar a ausência de graça do que a graça, o ódio e a raiva com o amor e com o perdão, e não há maior força capaz de quebrar uma sentença merecida e adversa do que com a compaixão e a misericórdia. Nesse sentido o ódio e o juizo humano perdem o sentido para o evangelho do amor.
E realmente nesse sentido a parte do lago seco me chamou muita atenção, e tentei imaginar a vida desse marido 'ímpio ou pecador' sem o Pai, e ainda mais com o seu laguinho seco; e descobri que nas palavras daquela esposa aquele laguinho seco não significava coisa boa. Vou além: se o lago seco significar o fundo do poço ou um tempo onde as águas secam para que haja um limpeza no local e nesse caso, o fim seria o reconhecimento da necessidade de ajuda para a mudança de vida através de uma mudança de mentalidade(metanóia) logo isso seria uma boa coisa já que estaria intimamente ligada com o plano salvador do Pai, e do Filho, mas o que me preocupa não é nesse caso, pois se ao contrário disso o lago seco, for a ira de Deus que leva a uma enfermidade terminal, que trará sofrimento e dor, e como conseqüência uma morte sem Deus, ou significar o juízo divino culminando numa morte sem Jesus Cristo como seu Salvador, logo o inferno será o próximo estágio desse marido, logo tudo não faz sentido nenhum, pois se a vida dessa pessoa (e pode ser qualquer outra) está sem o Pai ou sem Jesus ele não precisa de juízo divino ou uma enfermidade terminal, como ele está afastado de Deus, o resusltado final dele sem Jesus por enquanto ja é o inferno e dai não seria necessário potencializar nada, já que a 'condenação é certa'. E isso me leva a crer que essa pessoa (ou qualquer outra) precisa justamente do oposto para que se mude a sua eternidade, logo essas pessoas carecem do amor, de misericórdia e graça, além da compaixão e do perdão.
E realmente nesse sentido a parte do lago seco me chamou muita atenção, e tentei imaginar a vida desse marido 'ímpio ou pecador' sem o Pai, e ainda mais com o seu laguinho seco; e descobri que nas palavras daquela esposa aquele laguinho seco não significava coisa boa. Vou além: se o lago seco significar o fundo do poço ou um tempo onde as águas secam para que haja um limpeza no local e nesse caso, o fim seria o reconhecimento da necessidade de ajuda para a mudança de vida através de uma mudança de mentalidade(metanóia) logo isso seria uma boa coisa já que estaria intimamente ligada com o plano salvador do Pai, e do Filho, mas o que me preocupa não é nesse caso, pois se ao contrário disso o lago seco, for a ira de Deus que leva a uma enfermidade terminal, que trará sofrimento e dor, e como conseqüência uma morte sem Deus, ou significar o juízo divino culminando numa morte sem Jesus Cristo como seu Salvador, logo o inferno será o próximo estágio desse marido, logo tudo não faz sentido nenhum, pois se a vida dessa pessoa (e pode ser qualquer outra) está sem o Pai ou sem Jesus ele não precisa de juízo divino ou uma enfermidade terminal, como ele está afastado de Deus, o resusltado final dele sem Jesus por enquanto ja é o inferno e dai não seria necessário potencializar nada, já que a 'condenação é certa'. E isso me leva a crer que essa pessoa (ou qualquer outra) precisa justamente do oposto para que se mude a sua eternidade, logo essas pessoas carecem do amor, de misericórdia e graça, além da compaixão e do perdão.
Agora analisando a questão conjulgal num âmbito geral e não pessoal tenho biblicamente essa matemética apresentada por Paulo e por Pedro. Paulo disse em 1 Corintios "e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, esta não deixe o seu marido. Pois o marido incrédulo é santificado pela esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os filhos seriam impuro; porém agora são santos" 1 Corintios 7:13,14.
Nas palavras de Pedro: "Mulheres, sede vós, igualmente, submissas aos vossos próprios maridos, para que, se algum deles não obedecem a palavra, sejam ganhos, sem palavra alguma, por meio do procedimento de suas esposas, ao observarem o vosso honesto comportamento cheio de temor; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus" 1 Pedro 3:1-4.
Ora, em ambos os casos o amor e o bom procedimento tem se revelado como armas, que podem mudar as situações adversas vividas, e não o ódio e a raiva , ou o juízo divino, contra ao cônjuge ou contra qualquer pessoa.
Mas se ainda sim depois de termos tentado o amor, a graça, a misericórdia, a compaixão, o perdão e nada tiver mudado (o que acho bem difícil, mas já vi acontecer) o próprio texto de 1 Corintios nos dá a solução nas palavras de Paulo: "mas se o descrente quiser apartar-se, que se aparte, em tais casos não fica sujeita a servidão nem o irmão e nem a irmã, Deus nos tem chamado a paz (e não ao juízo, ódio ou vingança) 1 Corintios 7:15. E ainda há um princípio em Amós que entendo expressar essa condição parafraseando 1 Corintios 7:15, "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" Amós 3:3.
Acabo de perceber como Deus prefere a paz do que a guerra e o inferno.
Voltando-me para o sistema da igreja moderna e o lago, eu em outro prisma, creio que seria uma benção os lagos secarem, para podermos limpar toda a sujeira cancerigenada religião e de um sistema totalmente corrompido pela falta do sentimento original que de forma tão clara está revelada nas palavras e na vida de Jesus bem como dos apóstolos e da igreja primitiva.
Temos vivido um tempo onde o amor no nosso meio não tem reinado, onde a graça e a misericórdia só é encontrada em um livro chamado biblia e não nos atos dos que professam seu credo, onde a compaixão e o perdão se perderam nas palavras de Jesus e não expressam a realidade dos supostos "filhos".
Mas tenho um outra pergunta, os filhos verdadeiros não fazem somente aquilo que vir o pai fazer, segundo as palavras de Jesus?
Se não fazemos aquilo que esta explicito nos evangelhos como o pai fez em enviar seu Filho Jesus por amor de nós (João 3:16), se não exercemos misericórdia e graça para com os nossos irmãos e próximos, se não exercemos compaixão e se não perdoamos como fomos perdoados, na verdade não o conhecemos e se não o conhecemos ou se não o temos conhecido, precisamos que nosso lago seque como o lago da pessoa da história e ai chegaremos e a igreja chegará no fundo do poço ou da seca, para podermos ser limpos de todo o mal e ai sim sermos inundados por essa água viva que gerará tranformação e mudança de mentalidade que se reflitirá em atitudes de acordo com o Espirito que dizemos que habita em nós, quando isso acontecer seremos realmente filhos transformados, legítimos e maduros, pois segundo minha análise estamos mais parecidos com o homem pecador da história que precisa de uma limpeza, do que para um primor de amor e santidade, precisamos como igreja no geral do Pai igualzinho o marido da história precisa.
Que possamos acordar, despertar, mudarmos nossa mente, para amarmos, exercermos misericórdia e graça e ainda sentirmos compaixão e perdoar, somos tão caidos que isso não está em nós e sim nele e a resposta foi dada a Nicodemos, um religioso da época de Jesus, é preciso nascer de novo (João 3:1-6)! Ou voltar para a essência ou secar o laguinho da igreja e do contexto moderno para que haja vida e filhos de verdade.
No amor do Abba, seu irmão e próximo, Ale
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