segunda-feira, 29 de março de 2010

Devemos mudar o ideal ou cumprí-lo custe o que custar?

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    Em seu livro Ortodoxia, G.K.Chesterton um mestre do paradoxo disse: "Não estamos alterando o real para que se adapte o ideal. Estamos alterando o ideal: 'é mais fácil"¹. As palavras de Chesterton ecoam como uma profecia sem intenção para os nossos dias.
    Ao lermos a biblia vemos vários exemplos de pessoas que percorreram uma carreira para que um ideal fosse cumprido: Abraão, Neemias, João Batista, Jesus Cristo, são só alguns desses exemplos.
    Chesterton observou que um conjunto de pessoas que tinham um ideal a perseguir estavam mudando o ideal em detrimento do real (cotidiano, vida bios²) e esse ato como ele reparou feria o senso de destino do homem.
    Hoje vemos seres humanos e  nossos irmãos  vivendo uma vida sem qualquer tipo de ideal ou sem propósito algum, gente que vive só por viver, pessoas que até tinham um ideal e acabaram deixando de lado para viver o natural o biológico ao invés de transformar o natural em detrimento do ideal.
    Devemos buscar a compreenssão de qual é o ideal global de todos os que nascem de novo em Cristo, dentre esses ideais posso ressaltar por exemplo: o ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda a criatura³, sermos luz do mundo e sal da terra4, sermos imitadores de Deus como filhos amados5, viver uma vida com o mesmo sentimento que hove em Cristo6, etc...
    Uma vez entendendo os ideais e chamados globais (a todo o crente), devemos entender que existem ideais pessoais, sonhos pessoais, talentos pessoais, dons espirituais, que estão em nós e que nos foram dados para um fim proveitoso ou para cumprirmos algum propósito ou ideal.
    Tudo isso nos remete a condição de viver a vida natural e espiritual sempre com ou por ideais e propósitos que nos levam a servir essa geração e glorificar a Deus de forma honrosa, vivida e prazeirosa (sendo interdependentes junto com os outros irmãos e outros ideais do corpo), e ainda nos proporciona capacidade de trabalharmos, estudarmos, constituírmos famílias, nos relacionarmos, por termos em nós esse senso de ideal e propósito.
    Para dar um exemplo usarei a minha vida e escreverei a respeito de um de meus ideais: creio ver uma geração de filhos maduros e legítimos do Pai, que entendam Sua paternidade e filiação, que imitem o Filho Amado (Huios Agapetos7) Jesus cristo, e sei que de alguma forma serei usado para participar desse processo de filiação legítima e maturidade dos filhos, quer ministrando, tomando um café, num pequeno grupo ou grande grupo, bem como suprindo para  a nação o máximo de informações sobre isso. Dessa forma entendo estar através do ideal marcando e servindo minha geração, e sei que durante a vida serei moldado pelo Pai (já que creio que veio Dele) a fim de cumprir minha parte dentro do corpo!!!!!
    Jesus Cristo em João 17, traz um entendimento de que Ele tinha um ideal e esse foi cumprido, e por suas palavras percebemos que Ele não alterou o Ideal, pelo contrário, alterou o real e nos resgatou e conectou de volta ao Pai, além claro de ter mudado a parte natural da vida das pessoas que se encontravam com Ele, fosse com curas, milagres, toda a sorte de sinais, libertações, ensinamentos, princípios, exortações, amor, etc...
    Jesus disse: "Eu te glotifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer"8.
    Cristo em sua vida terrena jamais, jamais, jamais, se deviou do ideal que foi confiado a Ele, e nem o vendeu por coisa natural alguma antes foi fiel até o fim.
    A pergunta é: o quanto vale o ideal único que o Pai nos deu? O que faremos em vida com aquilo que recebemos do Pai? Será que como filhos legítimos temos glorificado o Pai na terra com nossos ideais como Jesus fez? Temos vendido o ideal que nos foi dado por fama, posição, dinheiro, relacionamentos, amizades, ou pela corrupção desse mundo e concupsciência da carne9?
    Uma coisa é fato, de uma forma ou de outra vamos terminar nossa carreira ou nossa vida, e na eternidade ou em seu final saberemos as conseqüências gerais de nossas escolhas, nossa vida é passageira e a eternidade é real e o escritor de Hebreus  adverte a nos desembaraçarmos de todo o peso e do pecado que fortemente (tenazmente) nos assedia, para podermos correr com perseverança a carreira que nos foi proposta, e nesse interim não devemos tirar os nossos olhos de Jesus10, pois se isso acontecer fatalmente corromperemos os nossos ideais, ainda que momentaneamente (e quando isso ocorre devemos voltar a olhar para Jesus e deixarmos Ele nos instigar a cumprirmos de novo o ideal global e pessoas que fomos chamados para realizar).
    Ainda que soframos pelo ideal, sofreremos com Cristo para que com Ele sejamos glorificados11, e em suas palavras: "e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tivera junto de ti, antes que houvesse mundo"11.
    O final da carreira dos que cumprem seus ideais em Cristo será glorioso com o Pai assim como foi, está sendo e sempre será com Jesus Cristo.
    Perseguindo o ideal, o real e o cotidiano serão transformados, e nisso glorificamos o Pai, por isso não devemos nos vender pelo natural e nem devemos esquecer do ideal, antes que toda a nossa família de forma global e interdependente possam terminar a carreira consumando o Ideal.
    Que nós como irmãos possamos: "sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor o nosso trabalho não é vão"12.
    Nunca se esqueça que como G.K. Chesterton disse que mudar o ideal sempre será mais fácil que perseguí-lo até o fim, e devemos perseguí-lo mesmo que para isso tenhamos que carregar um fardo até a montanha da perdição, para destruírmos o anel do poder e cumprindo nosso ideal iremos derrotar o Sauron de nossas vidas13, tendo um final glorioso rumo a Nova Jerusalém.



Abração, seu irmão e próximo......
Ale



Referências:
¹ Ortodoxia de G.K.Chesterton, capítulo 7, página 175, segundo parágrafo;
² Vida biológica que se difere da vida Zoe (vida de Deus);
³ Marcos 16:15;
4 Mateus 5:13-16;
5 Efésios 5:1,2;
6 Filipenses 2:5-11;
7 Mateus 3:17, expressão Filhos amados no original grego é Huios agapetos; 
8 Joao 17:4; 
9 Efésios 2:1-10;
10 Hebreus 12: 1-3;
11 João 17:5;
12 1 Coríntios 15:58;
13 O Senhor do Anéis, O Retorno do Rei,  ano de 2003, Warner Bros. e New Line Home Enterteniment. Quando Frodo, o Bolseiro do Condado, acaba destruindo o Anel do poder na montanha da Perdição, concluindo o fardo da trilogia de J.R.R.Tolken, que só ele poderia cumprir!

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma placa, a triste tendência

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    Se você não fosse cristão e estivesse passando por uma rua de carro ou ônibus, bicicleta ou até mesmo a pé, e num determinado momento você olhasse para cima ou para o lado e visse escrito em uma plaquinha "E Deus julgará a todos os homens", qual seria sua reação? Seria indiferente? Ficaria com medo? Acharia ele um babaca? Ficaria com peso na consciência?
    E se você estivesse com fome e quisesse encontrar o Pai ou Deus em algum lugar, ou estivesse procurando algo que desse sentido para a sua vida? Lendo isso o que você sentiria em relação a Deus e sua vida? Qual seria a aplicação daquela mensagem para a sua vida cotidiana e para a sua espiritualidade e eternidade?
    Bom passando de ônibus por uma rua com um brother que estou discipulando, o Luquinhas, nos deparamos com essa placa no muro de uma casa no caminho para o projeto social Rhema!
    Naquele momento me deparei com uma tendência de que alguns dilemas e expressões como essas podem gerar dentro de alguém que não conhece o Pai ou alguém que já se diz cristão, que totalmente fora do contexto aniquilam a consciência de um Pai de amor e das boas novas.
    Quem a não ser um 'cristão' colocaria uma mensagem daquelas em seu muro, com um livro, um capitulo e um versiculo do novo testamento encontrado na biblia?
    Tentei imaginar as razões pela qual aquela mensagem estava lá, será que era para evangelizar alguém? Ou para deixar algum possivel assaltante com medo da fuuuuuuuria de Deus (uhahauuha)? Mas o que me chamou mais atenção foi que isso poderia nada mais ser do que a visão que ela ou o sistema passaram de Deus ou de Jeová para ela (pessoa), nesse sentido aquela placa expressa a visão que ela tem de Deus, e o pior de tudo expressa uma tendência insensível a uma inclinação terrivel da suposta igreja ou noiva a olhar para Deus dessa forma e sair gritando a plenos pulmões uma visão tão errada de Deus ou do Pai, para esse  novo tempo inaugurado em Jesus a dois mil e poucos anos atrás!
    Fico imaginando o que leva uma pessoa a colocar palavras de juizo numa placa, ao invés de colocar algo sobre o amor de um Pai que amou o mundo e deu o seu próprio filho por pessoas que não poderiam retribuir a Ele nadaaaaaaa!!¹
    E quando imagino, só chego a uma conclusão, passar a nossa imagem de Deus talvez seja a melhor forma de confrontarmos as verdades naturais e caídas as quais os seres humanos tem se entregado; mas o perigo disso tudo é que se essa visão de Deus for deturpada e não revelar o real sentido daquela imagem, isso servirá como uma forma de a pessoa que se deparar com ela, se afaste ou se entregue a algo totalmente errado e deturpado.
    Quando pensamos em boas novas, em pregar o evangelho, devemos talvez primeiro entender o cerne da questão, ou do propósito, e cada dia que passa me convenço de que o evangelho pode ser definido como a reconciliação dos seres humanos a um Pai de amor através de Jesus Cristo o unigênito e mediador dessa nova aliança, que como consequência, nos faz filhos de um Pai de amor², e não de um Deus pronto para mandar fogo dos céus e nos queimar como se queima uma fogueira.
    Essa ótica de um Deus severo que deseja mandar homens para o inferno e condená-los a morte eterna é falsa e não é expressa no novo testamento, já que o "anseio furioso de Deus"³ é expresso por nos amar e não nos destruir.
    Essa placa me ensinou o quanto alguém pode estar errado a respeito do Paizinho que tanto tem nos amado, e me revelou uma tendência da igreja moderna, que é se apartar de valores e principios e verdades absolutas que emanam do verdadeiro Reino de Deus e do Filho do seu amor, e nos impulsionam para a falta absoluta de graça e misericórdia, do império das trevas, que quando as pessoas passarem pelas ruas, possam ler a respeito do amor de Deus e não de seu julgamento, que quando você gritar a plenos pulmões, grite a respeito do verdadeiro evangelho que através do perdão traz reconciliação  a humanidade religando ela a um Pai de amor, quando você for se expressar em algum meio de comunicação faça isso para aproximar as pessoas do Pai e de Jesus Cristo e não espantá-las por medo. Veja as noticias, as desigualdades, os pecados e transgreções, e se pergunte: será que vou seguir a tendência de placas que revelam juizo como uma bandeira  asteada em cima de um monte, ou vou combater tudo isso com a força contrária que as tem causado, através do amor, misericórdia, graça, compaixão e perdão?
    Eu já decidi que placa levantarei, e sei que quando alguém passar de ônibus, carro, bicicleta ou a pé, quando me perguntarem ou estiver em uma praça, shopping ou ainda dando aula de futebol e ministrando em algum prédio chamado de 'casa de Deus' levantarei uma placa de:  amor, misericórdia, graça, compaixão e perdão, a fim de que todos se sintam atraídos por esse Pai que furiosamente nos ama.
    E para encerrar acabo com as palavras de Paulo aos Romanos "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem"4.

Referências:
¹ João 3:16;
² João 1:12;
³ "O anseio furioso de Deus", último livro do autor Brennan Manning;
4 Romanos 12:21.

terça-feira, 2 de março de 2010

Lago Seco: o início ou o fim?

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    Salve galera, antes do carnaval rolou uma situação num ensaio de teatro que gostaria de compartilhar ai com vocês, e foi dessa experiência que vem o tema do artigo.
    Em um sábado a noite estava preparando um cenário junto com uma irmã chamada Heloísa para um grupo de teatro se apresentar no domingo, antes de acabar o ensaio recebo uma ligação da mãe de uma das adolescentes que fazem parte desse grupo, ela pediu para eu dizer a ela que o pai dela estava indo pegá-la e que era para ela esperar fora do prédio que ele estava bravo. Ok, passei o recado como essa mãe havia me pedido e ela foi embora, e continuei agora dando uma analisada meio teológica (exegética) no conteúdo da peça.
    No dia seguinte, domingão antes de um culto formal onde aquele grupo se apresentaria, a mãe daquela adolescente veio falar comigo, me pediu desculpas pelo que tinha ocorrido no dia anterior, e eu disse que não tinha problema, e aí sim fomos surpreendidos novamente(Zagalo) ahuuha, ela não parou por ai, continuou falando e foi mais ou menos assim:
    "Sabe o que é Ale, meu marido é um inferno, onde já se viu fazer o que ele faz para mim e para a Amanda (nome fictício), ela é um amor, não da trabalho nenhum (ahammmmm), é um anjo de filha, ele não presta, mas pode deixar, estou esperando e orando para que Deus exerça justiça sobre ele, uma hora Deus vai secar o laguinho dele e dai eu quero ver ele se safar" P.S.: tentei ser o mais fiel possível com respeito as palavras dela. Bom, nem presciso falar que isso me chamou atenção.
    Quero deixar claro que reconheço ser difícil a situação conjulgal nesse estado, e não quero passar por cima da dor de ninguém, mas me proponho aqui a colocar como vejo essa situação e como ela me serviu de experiência.
    Agora não posso negar que esse fato mexeu comigo, pois quando leio o novo testamento me deparo com outro tipo de evangelho vivido, seja nos ensinamentos e na vida de Jesus Cristo, seja nos ensinamentos e na vida dos apóstolos pós-pentecostes. E com tudo o que ouvi quero expor o sistema evangélico em que 'vivemos' e temos 'comido', que tem mais formado homens cheios de justiça própria do que filhos que amam.
    Se o padrão ou sentimento do nosso amoroso Pai não mudou de 2000 e poucos anos para cá e continua tão forte como antes, então fomos nós (igreja) que mudamos e nos afastamos desse Amor, nesse sentido se queremos pregar e viver o evangelho puro e simples devemos voltar para o sentimento original e para a razão central do que se 'prega', ou ainda nos reformarmos ou restaurarmos para nos adequarmos a nova aliança, nesse sentido deixem-me apresentar meus argumentos:
    Há uma tendência que tem chamado minha atenção, que é se pregar a antiga aliança ou o velho testamento (pós-queda) sem que culmine em Jesus (o que não me faz sentido nenhum). Desse modo somos estimulados a encarar alguém que nos fere ou pisa no nosso calo, como talvez Josué encarasse os cananeus ou como Israel e Judá nos tempo dos reis quando encaravam os filisteus.    
    O que as pessoas que tem pregado dessa forma tem esquecido, é que vivemos em um tempo onde o que está vigorando é a nova aliança (ou novo testamento) e não a velha; nesse sentido isso nos remete a um padrão ou a uma essência nova se formos contrastar com a antiga vigência; dessa forma um ser humano nos tempos de hoje jamais será um filisteu ou cananeu, um babilônico ou um perça endemoniado, e sim alguém que carece da graça de Deus ou de um PAI de AMOR.
    Nesse caso (caso do evangelho) deveríamos não pedir juízo para Deus quando não concordamos com algo ou alguém (ainda que esse more na mesma casa), deveríamos orar por eles como quem ora por um inimigo talvez, e nesse sentido fazermos como Jesus nos ensinou, a orar por aqueles que nos perseguem (Mateus 5:43-48), e assim quebrar essa  mentira de ausência de amor, que nos possibilita a pedirmos amor e transformação, ao invés de morte e juízo.
    Outra coisa que me choca é o ódio nas palavras e nas reações que tenho observado por ai; sei que todos falham, mas para eu afirmar que uma pessoa não presta e que ela é um inferno, das duas uma, ou sou santo demais ou não entendi nada a respeito de ter como base da vida o evangelho, deixe-me explicar:
    Está mais que provado que quando tentamos combater o ódio com ódio, raiva com raiva, dor com dor, o resultado é catastrófico pois entramos no terreno da vingança; ao longo da história as mortes causadas em detrimento desse tipo de sentimento ou decisão chegam na casa das dezenas de milhões como está mais que provado, e em cima disso vai a minha pergunta para você que está lendo esse artigo agora, se cremos no evangelho, deveríamos crer no amor como vínculo para a paz, certo? Se cremos no amor, logo deveriamos também acreditar no perdão (e nesse sentido Jesus traz a matemática bíblica para o perdão encontrada em Mateus 18:21,22,23-35), e se cremos no perdão não deveríamos crer na misericórdia e graça exercida por Jesus proporcionando tão grande salvação e de graça ainda sem mesmo merecermos coisa alguma? (Efésios 2:8,9).
     Ora, se o diferencial do evangelho ou do novo testamento ou da nova aliança, é o amor, o perdão, a misericórdia, compaixão e graça, há algo de muito errado em nossas atitudes, pois não há uma força mais eficiente para quebrar a ausência de graça do que a graça, o ódio e a raiva com o amor e com o perdão, e não há maior força capaz de quebrar uma sentença merecida e adversa do que com a compaixão e a misericórdia. Nesse sentido o ódio e o juizo humano perdem o sentido para o evangelho do amor.
    E realmente nesse sentido a parte do lago seco me chamou muita atenção, e tentei imaginar a vida desse marido 'ímpio ou pecador' sem o Pai, e ainda mais com o seu laguinho seco; e descobri que nas palavras daquela esposa aquele laguinho seco não significava coisa boa. Vou além: se o lago seco significar o fundo do poço ou um tempo onde as águas secam para que haja um limpeza no local e nesse caso, o fim seria  o reconhecimento da necessidade de ajuda para a mudança de vida através de uma mudança de mentalidade(metanóia) logo isso seria uma boa coisa já que estaria intimamente ligada com o plano salvador do Pai, e do Filho,  mas o que me preocupa não é nesse caso, pois se ao contrário disso o lago seco, for a ira de Deus que leva a uma enfermidade terminal, que trará sofrimento e dor, e como conseqüência uma morte sem Deus, ou significar o juízo divino culminando numa morte sem Jesus Cristo como seu Salvador, logo o inferno será o próximo estágio desse marido, logo tudo não faz sentido nenhum, pois se a vida dessa pessoa (e pode ser qualquer outra) está sem o Pai ou sem Jesus ele não precisa de juízo divino ou uma enfermidade terminal, como ele está afastado de Deus, o resusltado final dele sem Jesus por enquanto ja é o inferno e dai não seria necessário potencializar nada, já que a 'condenação é certa'. E isso me leva a crer que essa pessoa (ou qualquer outra) precisa justamente do oposto para que se mude a sua eternidade, logo essas pessoas carecem do amor, de misericórdia e graça, além da compaixão e do perdão.
    Agora analisando a questão conjulgal num âmbito geral e não pessoal tenho biblicamente essa matemética apresentada por Paulo e por Pedro. Paulo disse em 1 Corintios "e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, esta não deixe o seu marido. Pois o marido incrédulo é santificado pela esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os filhos seriam impuro; porém agora são santos" 1 Corintios 7:13,14.
    Nas palavras de Pedro: "Mulheres, sede vós, igualmente, submissas aos vossos próprios maridos, para que, se algum deles não obedecem a palavra, sejam ganhos, sem palavra alguma, por meio do procedimento de suas esposas, ao observarem o vosso honesto comportamento cheio de temor; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus" 1 Pedro 3:1-4.
   Ora, em ambos os casos o amor e o  bom procedimento tem se revelado como armas, que podem mudar as situações adversas vividas, e não o ódio e a raiva , ou o juízo divino, contra ao cônjuge ou contra qualquer pessoa.
    Mas se ainda sim depois de termos tentado o amor, a graça, a misericórdia, a compaixão, o perdão e nada tiver mudado (o que acho bem difícil, mas já vi acontecer) o próprio texto de 1 Corintios nos dá a solução nas palavras de Paulo: "mas se o descrente quiser apartar-se, que se aparte, em tais casos não fica sujeita a servidão nem o irmão e nem a irmã, Deus nos tem chamado a paz (e não ao juízo, ódio ou vingança) 1 Corintios 7:15. E ainda há um princípio em Amós que entendo expressar essa condição parafraseando 1 Corintios 7:15, "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" Amós 3:3.
    Acabo de perceber como Deus prefere a paz do que a guerra e o inferno.
    Voltando-me para o sistema da igreja moderna e o lago, eu em outro prisma, creio que seria uma benção os lagos secarem, para podermos limpar toda a sujeira cancerigenada religião e de um sistema totalmente corrompido pela falta do sentimento original que de forma tão clara está revelada nas palavras e na vida de Jesus bem como dos apóstolos e da igreja primitiva.
    Temos vivido um tempo onde o amor no nosso meio não tem reinado, onde a graça e a misericórdia só é encontrada em um livro chamado biblia e não nos atos dos que professam seu credo, onde a compaixão e o perdão se perderam nas palavras de Jesus e não expressam a realidade dos supostos "filhos".
    Mas tenho um outra pergunta, os filhos verdadeiros não fazem somente aquilo que vir o pai fazer, segundo as palavras de Jesus?
    Se não fazemos aquilo que esta explicito nos evangelhos como o pai fez em enviar seu Filho Jesus por amor de nós (João 3:16), se não exercemos misericórdia e graça para com os nossos irmãos e próximos, se não exercemos compaixão e se não perdoamos como fomos perdoados, na verdade não o conhecemos e se não o conhecemos ou se não o temos conhecido, precisamos que nosso lago seque como o lago da pessoa da história e ai chegaremos e a igreja chegará no fundo do poço ou da seca, para podermos ser limpos de todo o mal e ai sim sermos inundados por essa água viva que gerará tranformação e mudança de mentalidade que se reflitirá em atitudes de acordo com o Espirito que dizemos que habita em nós, quando isso acontecer seremos realmente filhos transformados, legítimos e maduros, pois segundo minha análise estamos mais parecidos com o homem pecador da história que precisa de uma limpeza, do que para um primor de amor e santidade, precisamos como igreja no geral do Pai igualzinho o marido da história precisa.
    Que possamos acordar, despertar, mudarmos nossa mente, para amarmos, exercermos misericórdia e graça  e ainda sentirmos compaixão e perdoar, somos tão caidos que isso não está em nós e sim nele e a resposta foi dada a Nicodemos, um religioso da época de Jesus, é preciso nascer de novo (João 3:1-6)! Ou voltar para a essência ou secar o laguinho da igreja e do contexto moderno para que haja vida e filhos de verdade.

 No amor do Abba, seu irmão e próximo, Ale

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Graça e Ausência de Graça: uma linha tênue as separam

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    A palavra graça segundo Philip Yancey "é a única palavra ainda não corrompida", e não só por isso, mas o que ela representa ou deveria representar para todo aquele que pertence a Cristo é em sua essência ou plenitude o diferencial de uma vida.
    Para dar um pano de fundo, a fim de enriquecer esse artigo vou usar um fato pessoal, onde me encontrei nessas duas situações: a graça e a ausência de graça.
    Moro com um cara, jovem, rapper cristão, chamado Luiz ou Luizão para os mais próximos, hauha, há dois dias atrás quando cheguei de uma tarde de treino (dou aulas de futebol em um projeto social), cheguei sem vontade de fazer muita coisa, só queria ler um pouco e meditar também, só que estava com fome e provavelmente devesse ter feito a janta, mas estava muito cançado para isso, foi ai que resolvi preparar um macarrão instantâneo que seria muito mais rápido do que cozinhar no comecinho da noite.
    Quando estava pegando o pacotinho de macarrão o Luizão chega com aquele sorriso maroto no rosto, e diz assim: "Ale você podia esquentar água e fazer um para mim também" provavelmente ele deveria estar com fome... e a minha resposta foi a que talvez uma grande porção do corpo teria na ponta da língua: "Ah Luizão são só três minutinhos não custa nada você fazer vai".
    Depois de alguns minutos me dei conta do que aquela situação estava me ensinando ou me lembrando; é claro que ele poderia realmente ter feito, já que eram só três minutinhos e estava no meu direito de não aceitar; o detalhe é que agindo dessa forma agi como qualquer pessoa que vive nesse mundo de ausência de graça onde é cada um por si, e quem for mais apto sobrevive. Naquele momento, fui relembrado como um renovo a respeito da graça e seu caráter imerecido (não merecido), talvez o sorriso maroto do Luizão tenha sido: "vou fazer o Ale preparar um macarrãozinho para mim" ou ainda "nossa estou com fome e vou pedir para o Ale me ajudar, mas estou constrangido" (por isso da risada), não importa qual fosse o caso, naquele momento em três minutos poderia dar outro sabor ou perfume para aquela situação e aspergir um pouco mais o cheiro da graça nesse mundo cheio de ausência de graça. Não me dei conta que Jesus praticou o caráter imerecido da graça sem mesmo nós merecermos, ele foi humilhado, espancado, torturado, julgado insjustamente, maltratado, sofreu o que ninguém jamais poderá sofrer, foi ultrajado, e ainda no final disse ao Pai: "perdoa-os pois eles não sabem oque fazem" ¹, ora  naquele comecinho de noite não pratiquei a graça com seu caráter imerecido com respeito a três minutos e um macarrãozinho, e só me restou confessar minha falha e desejar exercê-la na próxima oportunidade.
    Segundo Philip Yancey: "A ausência de graça opera como um pano de fundo estático ao longo da vida das famílias, nações e instituições. Ela é infelizmente nosso estado humano natural" ². Naquele momento me reportei ao meu estado humano natural, mas digo, há uma linha tênue entre a graça e ausência de graça.
    Um dia antes um pouco mais de 24hrs antes do acontecimento com o Luizão, um homem bateu na porta de casa, e ele era um senhor que estava passando uma dificuldade animal, e naquele momento pude ajudá-lo além  do que seu pedido (não vou entrar em detalhes), mas ali pude exercer a graça em seu caráter espontâneo e imerecido ja que talvez nunca mais veja aquele senhor. Nesse momento o ar foi tomado pela graça, a graça então combatia a ausência de graça.
    Logo relembrei a linha tênue que separava um ato de favor imerecido (graça), com a ausência dela em outro ato paradoxal, no dia seguinte, somos bombardeados dia-a-dia por idéias e princípios que tentam destruir a operação e o desejo pela graça, quando vemos um jornal a grande maioria das notícias são de ausência de graça, até o momento do esporte pode se tornar em ausência de graça se no caso foi o time pelo qual você torce que foi derrotado, em uma novela as separações e valores combatem a graça de forma sorrateira levando a ausência de graça, os bbbosta da vida sempre tem um paredão onde não se vê graça alguma, porque é um jogo, no trânsito há mais discussão do que graça, enfim a ausência de graça é massante ao nosso contexto pós-moderno (ou no nosso solo epistemológico)³.
    Talvez por isso  já tenhamos lido alertas como: "buscai a Deus em tempo e fora de tempo", "buscai-o enquanto esta perto; invocai-o enquanto se pode achar", "regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças... Não apagueis o espírito. Não desprezeis profecias; julgai todas as coisas, retém o que é bom, abstende-vos de toda forma de mal"4. Isso nos remete a comunhão prazeirosa com o Pai e não a ordenanças, mas uma coisa é fato, realmente a linha é tênue, em um namoro, casamento, amizade, trabalho, comunidade local, culto formal, ou tomando um café na praça, se vacilarmos voltamos a nosso estado natural e em pouco tempo vacilamos e passamos a praticar atos de ausência de graça, sei que sempre existirá um ou outro ato já que somos pecadores, mas que essa não seja a tônica de nossas vidas.
    Como o Philip Yancey disse: "A graça é o melhor presente do cristianismo ao mundo. Ela é uma boa nova espiritual em nosso meio, exercendo uma força maior do que a vinganca, mais forte do que o racismo, mais forte até do que o ódio. É triste dizer, mas, infelizmente, para um  mundo carente, a igreja às vezes apresenta mais uma forma de ausência de graça"5.
    Eu desejo ser um pára raio de graça, um imã que atrai o imerecido pelo simples fato de não merecer coisa alguma, anseio pela graciosidade da graça em cada abrir e fechar de olhos, desejo reconhecer sem máscara alguma sempre, que em mim não há atrativo, mas creio que ainda que o Pai tenha que procurar NELE alguma coisa para poder exercer graça sobre mim sei que encontrará pois Ele é amor e a graça se renovará, talvez o que tenho que seja capaz de atrair Sua graça é o Espirito Santo que habita em mim (que não é meu, é Espirito Santo de Deus) e o sangue que corre em mim (que também não é meu, mas sim do Filhão, meu brother mais velho) logo sempre vou ou vamos depender da graciosidade abundante dEle.
    Nossos atos de graça jamais farão o Pai nos amar mais, mas com eles podemos levar as boas novas a um mundo onde a ausência de graça tem imperado, e quem sabe não seremos usado para sermos mordomos da graça a essa  geração, e assim mostrarmos de verdade um pouco do nosso ABBA PAIZINHO.
    Uma nota importante sobre a graça que talvez te ajude a praticá-la: "A graça não é justa - o que é uma das coisas mais difíceis de aceitar nela." (Philip Yancey) 6.
   Se puder exerça a graça ainda hoje, com seu namorado, conjuge, amigo, companheiro de trabalho, pois eu vou saindo daqui exercer a graça com o Luizão, huauhahuahu.

Um grande abraço, seu irmão e próximo, Ale.

Referências:
¹ Lucas 23:34;
² Philip Yancey, Maravilhosa Graça; pág. 76, cap 7;
³ "Não quis ser legalista só apresentei fatos, quem assiste o que foi citado, tem total ato de decisão sobre o que ver ou não, e não quis dizer também que seja errado";
4 Isaías 55:6; 1 Tessalonicenses 5:16-22;
5 Philip Yancey, Maravilhosa Graça; pág. 25, cap 3;
6 Philip Yancey, Maravilhosa Graça; pág. 75, cap 6. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Crentes" na capital da Gonzolândia

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    Há alguns dias estava conversando com um irmão nosso chamado Harley, estávamos na porta de uma denominação local quando ele disse uma frase que me marcou e senti-me desafiado a postar algo sobre sua frase.....
    Foi uma conversa de uns 4 minutos, mais que foi o necessário para ele desabafar a respeito de algo que ele não aguentava mais; ele disse assim: "sabe estou cansado de 'irmãos' que dizem se importar, que dizem 'conta comigo', porque na verdade só se interessam da boca para fora, são hipócritas e provavelmente só são crentes lá na capital da Gonzolândia"
    O mais terrível é que ouvi isso de um irmão falando a respeito de outros irmãos, o que já me soa muito estranho por sermos uma 'família', por sermos comprados pelo 'mesmo sangue', e imagino por termos o 'mesmo PAI' (mas não me surpreendi).
    Tenho presenciado ao longo de alguns anos algo bem estranho, quando leio o começo de Atos vejo uma igreja, noiva, ou o que você queira nominar com um sentimento de amor, e um senso de se importar uns com os outros que na verdade está raríssimo de encontrarmos no contexto moderno que temos vivido........ Quando leio Atos vejo que eles tinham um sentimento que hoje esta cada vez mais raro entre os irmãos que vão à 'Casa-de-Deus', que freqüentam os cultos formais entre quatro paredes, que vão comer alguma coisa depois do culto para chamar de comunhão, etc......; a partir do momento que contrasto a realidade das duas gerações concluo que ou eles estão errados ou nós estamos errados, e analisando os atos dessa geração a luz da palavra chego a conclusão massante que se conhecesse meus irmãos primitivos, provavelmente iria abominar o  formato de evangelho vivido pela grande maioria nos nossos tempos, (mas será que já não estou abominando? rsrs).
    Para exemplificar isso vou contar uma história que rolou semana passada que exemplifica o contexto primitivo e a frase do meu irmão....
    No feriado de carnaval fomos um grupo de amigos-irmãos para Ourinhos-Sp, e foi muito louco o que rolou lá, restauração e reforma, onde a máxima foi: 'A vida precede a forma'. Quando voltamos na terça a noite o Régio e a Jaque me levaram até em casa, e quando fui sair do carro provavelmente minha carteira deva ter caido da minha mochila sem eu perceber.
    Naquela noite dormi pra caramba porque estava exausto, foi aí que acordei com um diálogo no portão da casa da minha mãe, e a conversa foi estranha aos meus ouvidos, parecia que alguém tinha encontrado alguma carteira na rua só que não tinha nenhum dinheiro.... dei um salto da cama, e fui direto na minha mala e quando a abri vi que minha carteira não estava lá, de repente minha mãe abre a porta chorando e disse que fui roubado......
    Na minha carteira eu tinha 200tão e parte dessa grana iria usar para voltar para Limeira... mas alguma coisa no plano teria que mudar, porque eu estava sem grana para a viagem, e meus amigos-irmãos e eu tínhamos marcado cinema na quarta a tarde, e eu não tinha grana nem para pegar o busão para encontrar com eles...
    Fiz algumas ligações falei com o Régio e com o Tropical, meus brothers, e disse que daria um jeito de ir com eles no cinema independente de qualquer coisa, e eles se dispuseram a me ajudar.... p.s.: quando descobri que havia sido roubado, apesar de ter ficado um pouco chateado isso não me abalou, antes me estimulou a orar pela pessoa que furtou aquela grana, sem raiva entendi que provavelmente ele estava precisando mais do que eu, e que aquilo foi uma oportunidade para eu clamar talvez por um perdido que necessitava ser encontrado pelo Pai. Durante aquele tempo de devocional ao invés de me preocupar, descancei no Pai sabendo que de qualquer forma Ele cuidaria de mim e então pude louvá-lo naquele quarto pelo dia 'lindo' que tinha começado.
   No local marcado o Régio me pegou, pegamos a Dani na casa dela e fomos encontrar o Tropical para vermos o filme...... durante o tempo todo, todos sabiam que eu não tinha grana nenhuma, quando eles comiam, alguém pagava para mim e eu comia também, quando eles compraram o ingresso para o cinema eles compraram para mim, quando depois do cinema fomos comer, eles mais uma vez compareceram como irmãos na minha vida, e além disso um fato realmente importante aconteceu na fila onde compramos os ingressos para o cinema, um dos irmãos me abençoou, ofertou, chamem como quiser, com uma quantia em moeda estrangeira que convertida para o Real deu mais do que tinham me roubado na manhã do mesmo dia, fiquei surpreso pela graça do Pai na fila de um cinema, e pela disposição de um irmão que provavelmente iria usar aquela grana para sua família e abriu mão dela para suprir naquele momento a minha necessidade...
    Depois do filme fomos para  o apartamento do Tropical onde falamos sobre coisas preciosas da Palavra e sobre a aplicação delas nas nossas vidas, dai o Régio e a Jaque foram me levar até em casa (isso significa do outro lado da cidade de São Paulo), fomos conversando e chegando na porta de casa fomos orar antes de eu ir, e algo aconteceu, em mais ou menos uns 5 minutos de oração  rolou um quebrantamento, onde choramos pra caramba, pois tamanha era a ação de graça ao Pai de podermos estar juntos todos aqueles dias em Ourinhos e em São Paulo, e o nosso desejo e oração naquele momento foi justamente que o sentimento primitivo que temos vivido entre nós pudesse ser uma tônica geral para a noiva de Cristo, e naquele momento fiquei mais apaixonado ainda pelos meus irmãos que são mais que especiais para mim, verdadeiras referências, do amor e zêlo do Pai para essa geração.
    Quando no começo disse a respeito da conversa de 5 minutos com o Harley, provavelmente todas as experiências dele com os irmãos tenham sido o oposto das que tenho vivido no contexto da minha vida. Sei que muitos tem a mesma opinião que a dele e sei que as coisas andam muito superficiais entre nossa família 'evangélica', onde a maioria não está nem aí uns para os outros, e os que dizem que se importam na verdade falam só da boca para fora, e na hora do vamo vê não estão nem aí. O que me chama a atenção é que se a maioria estiver em uma campanha financeira de milhares de semanas enquanto seu irmão, que sentou do seu lado no 'culto' esta passando necessidade, provavelmente ele vai comparecer com a sua campanha e nem vai se importar com quem está do seu lado, ou ainda se a denominação local por exemplo estiver construindo um 'templo', e estiver pedindo doações, e um irmãos estiver para ter sua água cortada no dia seguinte, para quem você acha que ele vai liberar a grana, para o 'templo' claro, mesmo sabendo que Deus disse que não habitaria mais em templos feitos por mãos humanas, e sim que habitaria em pessoas. Ou ainda se um irmão do seu trabalho estiver passando alguma necessidade e você sabe que pode orar por ele diante do Pai, mas chegando em casa vai rolar o paredão do bbbosta, será que o irmãozinho vai orar ou ver bbbosta? Ou ainda se você souber que existe um grande número de irmãos passando necessidade ou ainda um país devastado por um terremoto precisando de ajuda urgente, o irmãozinho rico da grana que vem de vocês, aliviaria a dor dos seres humanos ou preferiria com sua reserva de grana dos irmãos comprar uma Ferrari?  Claro que foi a Ferrari. Ou ainda se seu irmão tivesse caído em algum pecado e todos que deveriam levantá-lo estão apontando o dedo, o que você faria? Ou ainda se você soubesse que um irmão foi roubado de manhã e não tivesse  nada, o que você faria? Convidaria ele para o cinema mesmo assim? Ou se ele não tivesse sido roubado mas você sempre diz que o AMA, mas não tivesse grana para ver filme com os irmãos o que você faria Cristão?
    Então tenho irmãos preciosos que me aliviaram no meu dia mal, provaram em atitudes que me amavam, e me fizeram amar cada vez mais o sentimento da igreja primitiva, me estimulando a continuar crendo que o amor entre os irmãos e nossa unidade é o que nos diferencia e nos aproxima dos perdidos e uns dos outros.
    Se você diz que se converteu, se diz que Jesus é sua vida, se diz que Deus ou Jeová tem te abençoado, se ainda afirma que ama ao Pai, e se importa mais com você do que com os outros, sendo assim incapaz de ser alívio para seus irmãos, me desculpe, o Jesus que você conhece deve morar na Gonzolâdia, a transformação que você teve deve ter sido de uma fábula aprendida na Gonzolândia, a sua oferta de amor ao 'templo' ou a campanha são sementes que só se produzem na Gonzolândia, Jesus deve ser sua vida não na família de Cristo e sim na Gonzolândia, se você é capaz de só servir copos de água para os pastores que sobem no púlpito, separar lugares na igreja para as 'autoridades', pagar viagens para seus amados e queridos presbíteros, ou ainda é capaz de colocar uma máscara para ser aceito pela cúpula clerigal da 'sua igreja', e não consegue se importar, se mover e agir em favor dos seus irmãozinhos que não podem te oferecer nada em troca, se faz isso e é incapaz de ser alívio para os necessitados e aflitos, se em suas orações só consegue citar seu grande nome próspero e abençoado, se faz vista grossa aos famintos e sedentos do meio de vocês, tenho uma dica: se convertam de verdade, voltem para o primeiro amor, se importem, supram as necessidades do próximo, amem de verdade e sejam cumpridores da graça num mundo cheio de ausência de graça, amem loucamente seus irmãos, se apaixone por eles até que você considere suas vontades e necessidades mais prioritárias do que as suas, até que você se importe mais com seu irmão do que com seu umbiguinho tão lindo, agora se você não esta disposto a mudar sua vida, a se arrepender de sua vidinha captalista ocidental voltada só para você mesmo, pelo menos não seja hipócrita dizendo que ama, dizendo que se importa, e mentiras desse tipo, ou pega suas coisas e se muda para a Gonzolândia, porque quem tem um irmão como você não precisa de inimigo, e lá na Gonzolândia você vai poder dizer que é de Jeová, poderá praticar as mesmas obras mortas que sempre.....
    Que nós de verdade possamos no importar e fazer de tudo para estarmos em unidade sem nos vendermos a um evangelho meia boca e sem compromisso que está sendo pregado, onde o foco é mais a grana e a vitória financeira e os  mega templos de pedra, areia e  cimento, do que as pessoas que na verdade são insignificantes.

Decida entre o amor a Deus e ao próximo: a base do evangelho puro e simples ou a capital da Gonzolândia onde toda a indiferença é possível.

Grande abraço seu irmão e próximo Ale.

Referências: Efésios 4:1-6; João 13:34,35; João 15:10-15; 1 João 1:5-7, 2:5-6, 9-11, 3:15,17; Mateus 25:31-46.

Tudo tem que ter nome?

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Salve pra todos!

Acabei de conversar com um amigo de alguns anos, o Lucas, e numa parte da conversa ele disse: "vocês ficam discutindo e dando nome para tudo, eu acho zuado isso" (como se eu não fosse um dos maiores opositores da nominacionalização das pessoas ou dos moveres), e isso em detrimento de um artigo sobre a igreja orgânica, e talz.......

Durante algum tempo desde a minha metanóia, me voltando para Jesus Cristo, tenho presenciado um contexto neo-pentecostal, bem como pentecostal , tradicional, reformista e ainda pós-moderno, emergente, etc...

Durante alguns anos vivi com um sentido total nesse contexto institucional da igreja, seja ela o nome que você quiser dar........ há algum tempo comecei e me confrontar sobre tudo o que havia recebido de forma mastigada e tudo o que tinha como verdade irrefutável sobre Deus e sua obra, bem como os moldes nos quais vi e provei..........

Quando conversava com o Lucas falei de uma conversa que tive com um cara que considero como meu mentor, quando escutei de sua boca que os únicos moldes corretos ou a única pegada que iria bombar para essa geração seria a igreja emergente e a igreja orgânica....... claro que em sua essência e raiz, elas nasceram com um real propósito de cumprir a grosso modo o que Jesus disse e ordenou para que fizéssemos...... Aquela expressão me soou totalmente estranha ainda mais partindo desse meu mentor que amo pra caramba.

Conversando com outro amigo meu, o Tropical, falávamos sobre o que provavelmente tenha matado ou qual provavelmente foi o câncer que barrou o significado e realidade de cada um desses avivamentos, e quando conversávamos algo chamou minha atenção, o principio de cada interrompimento de avivamento foi nominá-lo ou como meu amigo sempre diz, a denominacionalização da noiva e dos moveres, ou use o nome que você queira dar, se você quiser dar algum claro......

Mediante a isso, a cada dia tenho por certo no meu espírito que a nominação de qualquer coisa não faz sentido nenhum, o rótulo, a denominacionalização da ekklesia fica totalmente sem sentido, porque em Cristo já somos nominados, seja discípulo, servo, amigo, reis, sacerdotes, nação santa, povo de propriedade exclusiva do Senhor, além de sermos ovelhas, noiva, e o que pessoalmente mais gosto e o que me faz mais sentido é a realidade de sermos filhos, mas ainda somos sal, luz, e por ai vai....... E por essa razão não teria realmente sentido colocarmos nomes para nada, pois os que Jesus queria dar Ele já deu, e os deu na expectativa de que funcionássemos onde estivéssemos, seja num ônibus, numa facul, num treino de futebol, no nosso bairro, num projeto social ou até mesmo numa instituição qualquer.

O importante para a restauração do que foi perdido não é darmos um nome para um movimento ou para uma ekklesia que se reúne e sim termos o sentimento original que nos impulssionará a cumprirmos nossa real existência de vida, em cima do amor que Cristo sempre nos alertou que tivéssemos para com Ele, uns pelos outros (irmãos), e para com nosso próximo.

De forma que se qualquer um bater no peito e disser a respeito de termos institucionais ou qualquer rótulo que seja, fica esperto, pois as nominações já estão há um tempão na bíblia e o resto não tem fundamento para existirem como verdades 100% corretas ou irrefutáveis, devemos rever nossos conceitos, nossos credos, e nossas formas de nos dividirmos por causa de nomenclaturas, doutrinas ou visões pois na verdade somos um corpo só, de ministros e filhos que não tem face, cujo cabeça se chama Jesus Cristo, e que podemos clamar Abba diariamente, fazendo a diferença onde estivermos para que nossa vida funcione como filhos do Abba Pai, e não como representantes de denominação x ou y, nem como pertencentes do mover a ou b ou de igreja blá,blá,blá...

Vamos amar e viver sendo filhos, sal, luz, etc. Quando formos ver, tenho plena convicção, que teremos levado o sentimento aos que estão carentes do Pai, sejam eles da nossa família ou os que ainda farão parte dela.

Quero serví-los e amá-los pela graça do Pai e dizer que o único nome que me importa é ser seu irmão, e para mim nada importa a nomenclatura.

Um grande abraço a todos.... seu irmão, Ale.

"A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dois filhos de Deus" (Romanos 8:20)

Referências: Mateus 5:13-16, João 15, 1 Pedro 2:9-10 , João 13:34-35, Lucas, meu amigo e o Tropical.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Será que sabemos praticar a Existência do Pai e a Presença do Pai?

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Na semana retrasada estive durante 5 dias na Fábrica Huios, que visa a exposição de líderes, pastores, profetas, missionários e todos que entendem que têm um chamado, ao entendimento de algo que tenho presenciado no contexto e para o contexto dessa geração, que é o foco de Deus como Pai e de deixarmos Ele moldar em nós um caráter de filhos legítimos e maduros,sem que para isso messesitemos de um nome ou uma denominação expecifica, ja que só filho corresponde seu entendimento total.

Sexta à noite meu irmão e amigo Paulo David Muzel (Tropical), ministrava a respeito de uma experiência pessoal que teve e fez disso pano de fundo que marcou todos os que estavam lá, e em cima dela que vou tentar escrever algo... vou tentar ser o mais objetivo possível.

Um dos dias da semana retrasada antes da Fábrica Huios, o Tropical trabalhava numa finalização de um projeto, e por um tempo provavelmente longo, o seu filho estava vendo televisão, e pelo que parece aproveitou o máximo durante o tempo que estava vendo TV.

Foi aí que seu filho decidiu desligar a televisão pois já devia estar cansado de ver a programação que passava na tela (imagino que fossem desenhos).

No auge de seus 3 anos de idade decidiu que queria estar com seu pai (o Tropical), e por isso de maneira obstinada foi ao cômodo que seu pai estava provavelmente esperando que sua expectativa de ficar com o pai fosse suprida.

Então o filho do Tropical começou com todo o seu carinho e "persuasão" de 3 anos, a chamar e buscar a atenção do pai que estava quase 'terminando' um projeto.

Eu conheço esse pequeno de 3 anos, sei o quanto ele é ativo e produz para o seu mundo de forma objetiva mesmo tendo pouca idade.

E naquela luta de chamar a atenção do pai, o Tropical disse por várias vezes que já estava acabando o trabalho e que depois com certeza iria brincar e ficar com ele; mas ele não desistia, insistia que queria ficar com o pai e de forma incisiva deixava isso bem claro para o Tropical, e depois de tanto tentar sua atenção o Tropical chamou sua esposa em um tom um pouquinho mais alto (já que ela estava no telefone), logo seu filho percebeu o seu tom de voz, e de uma forma única, que prefiro ocultar os detalhes, em fim com seu gesto em relação à exaltação do pai que trabalhava, ele enfim conseguiu chamar sua atenção de forma única.

E nesse momento vou tentar reproduzir as palavras daquele gigante de 3 anos de idade quando reagia a voz alta do pai: "papai, eu quero ficar com você porque te amo muitão papai, não precisa ficar bravo eu só quero brincar com você".

Naquele momento a única reação que o Tropical poderia ter, e provavelmente todos nós teríamos também, foi que seus olhos se encheram de lágrimas, e ele acabar interrompendo tudo o que estava fazendo para então ficar com seu filho; sei que nessa hora dilemas, serviços, projetos, lutas, seriam dissipados e não teriam sentido nenhum diante daquelas palavras carregadas de significado para ele, e que se fossemos traduzir soaria mais ou menos assim: “papai da atenção pra mim porque preciso de você".

Voltando a ministração de sexta à noite, ficou claro que naquele momento os olhos do Tropical se abriram e ele entendeu duas situações diferentes mas ambas reais que passamos e devemos atentar no nosso dia-a-dia.

A primeira é que no começo do relato é que o Tropical trabalhava e seu filho via TV, e nesse momento ele se deu conta de que apesar de não estar fisicamente com seu filho no mesmo cômodo, seu filho sabia que o pai estava lá na mesma casa, e que a existência do pai era real independentemente ele estar vendo TV e seu pai estar trampando em outro cômodo, como se conscientemente ele estivesse ciente de que qualquer coisa o pai estaria a poucos segundos de socorrê-lo.

Foi aí que se cansou de ver TV e se cansou de praticar somente a existência do pai, e decidiu praticar a presença do pai, foi quando começou a tentar chamar sua atenção, pois a presença do pai era agora seu objetivo.

E aqui inicio a parte final do artigo.

Muitos de nós muitas vezes abusamos de praticar a existência do Pai, e no nosso dia-a-dia de forma real ou lá no fundo acabamos reconhecendo que Ele é onisciente, onipresente e onipotente, e por sabermos que qualquer coisa Ele vem nos socorrer, temos a tendência a relaxar e passamos a viver nossas vidas só com base na Existência do Pai (ou de Deus, Senhor, etc....).

Talvez nosso maior desafio seja nos posicionar como o filho do Tropical, e irmos além da consciência da existência do Pai, pois a presença do Pai é real além de ter uma louca (no bom sentido) importância em nossa existência, pois acredito que não podemos ter intimidade só praticando a consciência da existência do Pai (estagnação) e sim com SUA PRESENÇA (posicionamento). Se entendermos e vivermos de forma posicionada buscando a presença do Pai isso certamente se refletirá na dinâmica com que encaramos e praticamos a SUA EXISTÊNCIA.

Agora te proponho uma provocação e uma confrontação, será que no auge de nossa idade e maturidade espiritual conseguimos aproveitar a presença do Pai melhor que o filho do Tropical busca e aproveita a presença de seu pai natural?

Eu vou além, será que somos capazes de sermos sinceros e expressarmos diante do Pai frases tão verdadeiras, intimas, carregadas de um amor, tão reais e espontâneas como o Tropical ouviu de seu filho?

Mediante a esse questionamento termino meu artigo perguntando uma última coisa: devemos praticar a existência do Pai somente, devemos praticar a presença do Pai somente ou ambas?

Eu já decidi pela presença d´Ele, que se reflete em como encararei sua existência. E você?

Estou como seu irmão à disposição para refletirmos, discutirmos e extendermos esse assunto se alguém julgar necessário.


Um grande abraço, Ale.


“E esta é a vida eterna: que conheçam a ti o único e verdadeiro Deus; e a Jesus Cristo a quem enviaste". (João 17:3)